Interferência dos EUA nas eleições envolve promessa por terras raras, dizem Lula e PT
Mais do que alinhamento institucional e ideológico, a interferência dos Estados Unidos na eleições brasileiras teria como recompensa o acesso a ativos econômicos e materiais caros à superpotência: minerais críticos e terras raras.
X/Reprodução Flávio Bolsonaro estaria sendo beneficiado pela interferência de Donald Trump nas eleições Esse é o cenário que a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores pediram para o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal investigarem, em petições protocoladas na quarta-feira (23/9).
No TSE, o caso tramita como ação de investigação judicial eleitoral, apontando a interferência americana no processo eleitoral brasileiro como abuso de poder econômico em favor de Flávio Bolsonaro e por meio de seu irmão, Eduardo.
No STF, a petição foi feita na ADPF 1.178, em que o tribunal limitou a eficácia interna de atos unilaterais estrangeiros .
A ação, originalmente, trata do pagamento de honorários de êxito no processo sobre o desastre de Mariana que tramita na Justiça inglesa.
O PT pediu ao Supremo a abertura de inquérito por indícios de execução interna de atos estrangeiros, o que ofenderia a decisão anterior.
Dentre esses atos estão os de impacto no processo eleitoral, com a promessa das terras raras.
Elas incluem grupo de 17 elementos químicos fundamentais para a produção de componentes eletrônicos.
Não são exatamente escassas, mas estão dispersas e precisam ser processadas de forma complexa, poluente e cara para extração e separação.
Os Estados Unidos têm investido na produção desses elementos em outros países, de forma a reduzir sua dependência da indústria chinesa e em busca de autonomia industrial.
É aí que entra o interesse no Brasil.
Terras raras no horizonte Segundo as petições enviadas ao TSE e STF, o uso das terras raras como moeda de troca surge a partir de um memorando estratégico produzido pelo humorista e candidato ao governo do Rio de Janeiro, André Marinho (Novo).
Ele é filho de Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado.
O documento foi produzido em março com diretrizes de parceria entre Brasil e Estados Unidos para a exploração desses minerais críticos “em eventual governo de Flávio Bolsonaro”.
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