China suspende resgates na fronteira com Nepal devido a risco de nova enchente
A China suspendeu temporariamente as operações de resgate na região de fronteira com o Nepal e o Tibete diante do risco de uma segunda inundação, provocada pelo possível transbordamento de um lago formado após um deslizamento de terra.
A elevação do nível da água levou equipes de emergência a deixar áreas consideradas perigosas, em meio ao temor de novos deslizamentos de terra e avalanches.
Mais tarde, porém, as autoridades chinesas informaram que o risco estava sob controle e que as operações de resgate haviam sido retomadas.
A nova ameaça surgiu apenas dois dias depois da enchente repentina que atingiu o Himalaia na quarta-feira (26) e matou centenas de pessoas, além de deixar milhares desaparecidas no Nepal e no Tibete.
A FICV (Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho) estima que cerca de 93 mil pessoas possam ter sido afetadas pelo desastre.
“Nós estamos, obviamente, muito preocupados com a segunda inundação”, afirmou David Fisher, chefe da delegação da organização no Nepal, em coletiva de imprensa, segundo a BBC.
A FICV lançou ainda um apelo de emergência para arrecadar 25 milhões de francos suíços (cerca de R$ 160 milhões), destinados à resposta imediata e ao salvamento de vidas, e informou ter mobilizado sua rede internacional.
Enchentes no Nepal Lago formado por destroços aumenta alerta O principal foco de preocupação está em um chamado “lago de barreira”, uma massa de água que se forma quando pedras, terra, gelo e outros detritos bloqueiam o curso de um rio.
O fenômeno pode ser perigoso porque a água fica represada atrás da barreira e pode ser liberada de maneira repentina caso a estrutura ceda.
Nesse caso, o bloqueio ocorreu na confluência dos rios Chhochen Khola e Purepu Tsangpo, perto do pico Langtang Lirung, na mesma região associada à geleira cujo colapso teria desencadeado a primeira inundação.
Nesta sexta-feira (28), o lago já acumulava cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos de água, de acordo com a BBC.
As autoridades chinesas estimavam ainda que outros 3 milhões de metros cúbicos poderiam chegar ao local nos dias seguintes, aumentando a pressão sobre a barreira natural.
O Ministério de Recursos Hídricos da China classificou como “alto” o risco de rompimento.
O jornal The New York Times informou que as chuvas previstas para os três dias seguintes poderiam elevar o volume do lago para mais de 176 milhões de pés cúbicos, ou cerca de 5 milhões de metros cúbicos de água.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.