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Ciência

Descobertas no interior de SP pegadas de mamífero gigante da era dos dinossauros

Galileu ·
Descobertas no interior de SP pegadas de mamífero gigante da era dos dinossauros

Pegadas encontradas na Formação Botucatu, no interior de São Paulo, indicam que mamíferos surpreendentemente grandes já circulavam entre os dinossauros há cerca de 130 milhões de anos.

As maiores marcas chegam a 11,4 cm de comprimento e 13,4 cm de largura e, segundo os pesquisadores, podem ter sido deixadas por um animal de aproximadamente 1,55 m de comprimento — tamanho muito superior ao esperado pelos cientistas para os mamíferos que viveram antes da extinção dos dinossauros.

A descoberta pode mudar a visão tradicional sobre os mamíferos do período Mesozoico, frequentemente retratados como animais pequenos e discretos, semelhantes a musaranhos ou esquilos atuais.

Pelas características das pegadas, o bicho seria comparável em porte a um cão grande ou, possivelmente, até a um puma.

O estudo foi encabeçado por pesquisadores da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), do UniSATC (Centro Universitário SATC) e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Osdetalhes foram descritos em um artigo publicado no dia 1º de agosto no Journal of South American Earth Sciences.

Pegadas apontam para um mamífero de grande porte A principal evidência está no formato das marcas deixadas no solo.

Embora não seja possível identificar com certeza qual espécie produziu as pegadas, os pesquisadores afirmam que elas se parecem com versões ampliadas de pegadas atribuídas a mamíferos e não correspondem aos padrões conhecidos para dinossauros ou crocodilos.

Outro indício é a distância entre as marcas, que revela uma passada de aproximadamente 40 cm.

A combinação entre o tamanho, o formato e o espaçamento das pegadas permitiu aos cientistas estimarem as dimensões do bicho que as produziu.

Provisoriamente, a equipe classificou os vestígios como pertencentes à família Chelichnopodidae, um grupo definido a partir de pegadas de mamíferos.

Eles, porém, optaram por não atribuir as marcas a uma espécie em particular.

Um gigante em meio aos dinossauros A descoberta também desafia uma imagem muito difundida sobre a vida durante a chamada era dos dinossauros.

Durante muito tempo, acreditou-se que os primeiros mamíferos eram predominantemente pequenos animais que ocupavam espaços ecológicos secundários e precisavam evitar predadores maiores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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