Dólar cai a R$ 5,17 e Bolsa sobe, com petróleo e ata de Fed no radar
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira em leve baixa, a R$ 5,21, após voltar a subir ontem para a maior cotação em quase cinco meses, em meio ao fluxo negativo de investimentos estrangeiros na Bolsa. Com o petróleo em alta e Bolsa em queda no exterior, mercados aguardam hoje a ata do Fed para calibrar apostas nos juros. No documento, o Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, detalha os motivos que levaram à manutenção dos juros no último encontro de política monetária.
Dólar abre em leve baixa. A moeda dos Estados Unidos começou esta quarta-feira cotada no comercial para a venda a R$ 5,209, variação de menos 0,26% ante fechamento de ontem.
Moeda americana fechou ontem na maior cotação desde 30 de março. A saída de recursos de estrangeiros da Bolsa tem enfraquecido o real, apontam analistas.
Ibovespa emendou onze pregões de queda. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 caiu 0,27%, em 166.334 pontos , menor patamar desde 20 de janeiro.
Saldo negativo de estrangeiros supera R$ 15 bilhões em agosto. Segundo levantamento da Elos Ayta, o resultado já representa a maior saída mensal registrada pela série histórica acompanhada pela consultoria desde janeiro de 2022, superando inclusive o saldo negativo de R$ 13,28 bilhões observado em maio deste ano.
No exterior, petróleo em alta alimenta queda das Bolsa. Os contratos do barril do tipo Brent com entrega em outubro eram negociados hoje por volta das 9h (horário de Brasília) em alta 0,7%, a US$ 91,61, no maior nível desde 24 de julho. As tensões crescentes entre Irã e Estados Unidos influenciam negativamente as Bolsas, que operam com viés de baixa nesta quarta-feira .
Ata do Fed vai influenciar mercados. O Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, divulga hoje às 15h (horário de Brasília) o texto em que detalha as motivações que levaram o órgão a manter a taxa básica de juros americana estável no último encontro de política monetária . Agentes de mercado aguardam no documento sinalizações para a trajetória de juros na maior economia do mundo.
Casas Bahia caiu na Bolsa pelo segundo pregão. As ações da empresa que pediu recuperação judicial recuou 6,8% ontem, após baixa de 33,3% na véspera, recuando a R$ 0,41, menor patamar histórico do ativo. A companhia respondeu à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre a informação de que estaria negociando um empréstimo de R$ 1 bilhão e planejando cortes profundos após pedir recuperação judicial, negando que tenha definição sobre a movimentação para conseguir o montante.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.