Dia do Servidor Público: a melhor homenagem é aprimorar a gestão de pessoas
Neste 28 de outubro, Dia do Servidor Público, o Brasil celebra aqueles que fazem o Estado funcionar, e apenas três dias depois de definir quem vai governá-lo pelos próximos quatro anos.
A coincidência de datas é oportuna.
Qualquer compromisso assumido em campanha pelo presidente e pelos 27 governadores eleitos, da saúde à segurança pública, só chegará à população pelas mãos dos 13 milhões de pessoas que trabalham no setor público (PNAD Contínua, 2026).
Os governos têm pela frente uma tarefa dupla na gestão de pessoas: dar continuidade ao que foi construído e aprimorar o que ainda não funciona como deveria.
Nos últimos quatro anos, o país conquistou marcos importantes na agenda no âmbito federal.
A criação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a realização do Concurso Nacional Unificado, a aprovação da Lei Nacional de Modernização dos Concursos Públicos, a reserva de 30% dos cargos comissionados federais para pessoas negras e a nova lei de cotas nos concursos são exemplos concretos e que merecem ser consolidados como política de Estado.
Como consequência, o Brasil avançou na porta de entrada do serviço público e começou a enfrentar a sub-representação nos espaços de decisão.
Porém, ainda há um longo caminho pela frente.
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É grátis! Em 19 de setembro, há pouco mais de um mês, defendi neste mesmo espaço que o futuro do serviço público também estaria nas urnas.
Na mesma época, o Movimento Pessoas à Frente analisou os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para avaliar as propostas dos candidatos à Presidência referentes à gestão de pessoas.
No caso do presidente Lula, o documento apresentado afirmou que o governo fez, em um único mandato, a maior reestruturação da gestão de pessoas na esfera federal em três décadas.
O balanço tem fundamento, porém falta explicar como será dado o passo seguinte.
Para os próximos quatro anos, o documento assume poucos compromissos: não menciona nenhuma vez as palavras “concurso” nem “carreira”, e sua promessa mais concreta é a manutenção das cotas e a ampliação da presença de pessoas negras nos postos de comando.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.