Gloria Steinem, ícone do feminismo nos EUA, morre aos 92 anos
Em imagem de arquivo, a ativista Gloria Steinem participa de um proteste por direitos iguais na frente da Casa Branca, em Washington, em 1981 Scott Applewhite/ AP A jornalista e ativista norte-americana Gloria Steinem, um dos maiores ícones do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos em Nova York, anunciou nesta quinta-feira (3) a fundação que leva seu nome.
De acordo com a fundação, Steinem, que por mais de cinco décadas lutou pelos direitos reprodutivos e por mais participação das mulheres na política, além de fundar publicações e diferentes organizações, morreu em sua casa na quarta-feira (2).
A causa da morte não foi divulgada. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Ontem, Gloria Steinem faleceu pacificamente em sua casa na cidade de Nova York, cercada por algumas das muitas pessoas que a amavam.
O quase um século de vida de Gloria foi bem vivido, e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim", anunciou a fundação Gloria Steinem. 👉 Fundadora da "Ms.", revista que existe desde a década de 1970, escrita por mulheres e dedicada à cobertura de notícias ligadas ao feminismo, Steinem foi uma das vozes mais ativas e conhecidas do movimento feminista dos Estados Unidos.
A ativista Gloria Steinem.
Divulgação Ela emergiu como um nome forte do movimento na segunda onda do feminismo nos EUA, no fim da década de 1960.
Desde então, lutou por mais direitos para mulheres e pela inclusão de mulheres na vida política dos Estados Unidos e do mundo. 👉 Anos depois, Steinem revelou que ingressou no ativismo após ter diversas reportagens sobre o feminismo negadas em publicações por onde trabalhou no início da carreira jornalística.
Steinem afirmou que teria se limitado apenas à escrita se os editores da época estivessem dispostos a deixá-la escrever sobre o movimento feminista.
Mas eles não estavam interessados.
"Então, acabei saindo para falar em público, o que era o meu pesadelo", afirmou ela em entrevista à agência de notícias Asssociated Press em 2015.
Ainda assim, Steinem fez trabalhos marcantes no jornalismo e ganhou prêmios.
Um deles foi uma reportagem de 1963 sobre as condições degradantes no império da revista "Playboy", de Hugh Hefner.
Para o trabalho, se disfarçou de "coelhinha da Playboy" durante 11 dias.
Em 1968, escreveu um artigo intitulado "Depois do 'Black Power', a Libertação das Mulheres", na revista "New York Magazine", que também ajudou a fundar.
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