Suzano ou Klabin: por que os analistas têm preferido SUZB3?
A Suzano ( SUZB3 ) vem ganhando espaço nas análises de bancos como a principal escolha dentro do setor de papel e celulose, mesmo diante de um cenário ainda desafiador para os preços da commodity.
Bradesco BBI, BTG Pactual e Bank of America (BofA) chegam à preferência pela companhia por caminhos diferentes, mas convergem em pontos como a maior exposição ao ciclo da celulose, a posição competitiva de custos e a possibilidade de recuperação dos resultados.
Em relatório divulgado nesta semana, o Bradesco BBI manteve a Suzano como sua única recomendação de compra entre as empresas de celulose sob cobertura e rebaixou a Klabin ( KLBN11 ) para neutra.
Ao mesmo tempo, reduziu o preço-alvo da Suzano de R$ 73 para R$ 59 para o fim de 2027 e o da Klabin de R$ 24 para R$ 21.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa volta para queda, em dia de oscilação Bolsas dos EUA oscilam após Nasdaq registrar novo recorde ontem Yduqs e Afya podem estar perto de acordo; veja os cenários traçados pelo JPMorgan As duas empresas já confirmaram que mantêm conversas, mas ressaltam que não há acordo vinculante firmado A visão do BBI não significa que o banco tenha ficado otimista com o ciclo estrutural da celulose.
Pelo contrário.
A instituição reduziu sua estimativa de preço de longo prazo da fibra curta de US$ 600 para US$ 570 por tonelada e vê o crescimento da oferta à frente da demanda como um desafio relevante.
No curto prazo, porém, a combinação de recomposição de estoques na China, demanda sazonalmente mais forte e oferta limitada ajudou os produtores a implementar aumentos de preços.
É justamente nesse cenário que a Suzano ganha vantagem.
Para o BTG Pactual, a companhia oferece uma exposição mais direta à recuperação da fibra curta, enquanto a Klabin possui um negócio mais diversificado, o que reduz a sensibilidade de seus resultados a um movimento de alta da celulose.
O banco mantém Suzano como preferência, com recomendação de compra, enquanto classifica Klabin como neutra.
Segundo o BTG, os preços da fibra curta na China estão próximos de US$ 580 por tonelada e podem testar a marca de US$ 600 nos próximos meses caso o reajuste de US$ 20 anunciado para outubro seja implementado.
Para a Suzano, uma alta relativamente modesta, de cerca de US$ 560 para US$ 600 por tonelada, já poderia gerar impacto relevante sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o fluxo de caixa livre.
Outro diferencial apontado pelo BTG é a estrutura de custos.
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