Gilmar: Senador eleito terá dificuldade de implementar impeachment no STF
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou hoje que candidatos ao Senado que fazem campanha com a bandeira de impeachment de ministros da mais alta corte do país terão dificuldade de implementá-las.
O magistrado também disse ser favorável a rediscutir a obrigatoriedade de diplomas para jornalistas.
O decano do STF disse que esse tipo de campanha contra ministros é um "equívoco", mas "compreensível". A declaração foi dada em coletiva de imprensa após o 5º Fórum Saúde, evento do grupo Esfera, em Brasília.
Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, ele terá imensas dificuldades de implementá-la, porque o todo institucional caminhará talvez num outro sentido.
Eu não fico preocupado com essa temática. Gilmar Mendes, ministro decano do STF
O ministro do STF afirmou que esse tipo de campanha se trata apenas de contexto eleitoral. "Acredito que a questão está mais colocada em relação a esse contexto eleitoral, mas não para se efetivar quando alguém eventualmente obter um cargo de senador", disse.
Rediscussão sobre diploma para jornalistas. Gilmar também declarou que não é contra uma nova discussão no STF sobre a obrigatoriedade de diplomas para jornalistas. Ontem, em sessão na Primeira Turma, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes se posicionaram favoráveis a uma nova decisão da corte.
Fórum sobre saúde. Além do ministro do STF, estiveram presentes no painel o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente do Conselho de Administração do Grupo EMS, Carlos Sanchez.
Desenvolvimento tecnológico. No painel, Padilha disse que o Brasil aumentou 30% de pesquisa clínica no mundo em razão da melhora da regulamentação. Motta ressaltou que "não há soberania nacional plena sem soberania sanitária". Por sua vez, Mendes citou decisões do STF a favor do desenvolvimento da indústria brasileira e os benefícios da lei do genérico para garantir acesso à saúde.
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