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Da veneração a Trump ao desencanto: grupo ajuda ex-simpatizantes a deixarem o MAGA

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Da veneração a Trump ao desencanto: grupo ajuda ex-simpatizantes a deixarem o MAGA

Donald Trump responde a perguntas da imprensa durante evento no Salão Oval da Casa Branca, em 31 de agosto de 2026 Evelyn Hockstein/Reuters A organização funciona como um grupo de apoio a dependentes —no caso, do presidente Donald Trump e do movimento extremista que o sustenta.

Criada em 2024, a “Leaving MAGA” (Rompendo com o MAGA) recebe e ajuda quem se arrependeu de ter se aliado a ele e quer se desvencilhar dos métodos violentos e radicais, das teorias de conspiração, da desinformação e da ideologia que cercam o movimento “Faça a América Grande Novamente”. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “O que eu diria hoje sobre mim é que me tornei um ser humano renascido”, resume o fundador do grupo, o escritor Rich Logis, autor de “One betrayal too many: why I left MAGA” ("Traições demais: porque eu deixei o MAGA", em português).

Logis conta que se tornou ativista e admirador fervoroso de Trump em 2015, após enxergar no magnata republicano o disruptor disposto e capaz de destruir a ordem política.

Ele se engajou no MAGA, foi comentarista político na Fox News e no Federalist e participou das campanhas presidenciais em 2016 e 2020.

As decepções vieram com a gestão de Trump durante a pandemia da Covid e a invasão de simpatizantes do presidente ao Capitólio.

Em agosto de 2022, conseguiu desligar-se do movimento.

Agora no g1 “Foi preciso um ano de uma luta interna emocionalmente exaustiva antes que eu conseguisse deixar o movimento MAGA.

Quando finalmente saí, em 30 de agosto de 2022, troquei o caos pela estabilidade.

A decisão foi libertadora.

Eu não precisava mais defender o indefensável nem justificar o injustificável”, escreveu ele no site da organização.

Em depoimentos, ex-integrantes do MAGA dizem ter sido doutrinados por influenciadores e radialistas de extrema direita, como Rush Limbaugh, Ben Shapiro e Tucker Carlson.

Em comum, dizem não se arrepender apenas de terem votado em Trump, mas de terem militado por ele com entusiasmo, guiados pela desinformação.

Jennie Gage, do Arizona, lembra que via Trump como “um homem de família atendendo a um chamado por Deus para liderar o país”.

Ela tinha certeza de que ele tinha se convertido ao cristianismo.

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