Avenged Sevenfold faz show seguro mesmo com atraso no Rock in Rio 2026
Certas bandas entram em um estágio de carreira peculiar após a consolidação de seu sucesso.
O êxito comercial deixa de oferecer somente liberdade financeira para garantir autonomia criativa.
Contradições à parte, o Avenged Sevenfold — que voltou a ser headliner do Rock in Rio após uma performance aclamada em 2024 — parece ter chegado justamente no ponto em que conta com o “direito de desagradar”.
Após lançar seu álbum de maior sucesso, Hail to the King (2013), a banda seguiu por um caminho experimental nos discos The Stage (2016) e Life is But a Dream… (2023).
Desapontaram parte dos fãs que esperavam ou a manutenção de um som mais tradicionalmente heavy metal, ou mais guiado pelo metalcore ousado e de leve tempero pop dos anos 2000.
Agregaram outros públicos — menos massivos, é verdade.
Talvez eles se convencessem a retomar o som de arena no álbum posterior a Life is But a Dream… , visto que há cada vez mais público nos shows, mas optaram por disponibilizar um EP de orientação eletrônica, Statica (2026), sob um codinome e com uma estética que mais parecia uma piada pouco compreendida pelos fãs.
As fotos promocionais que o digam.
O “direito de desagradar” soa contraditório pois só se valida, mesmo, nas novas músicas.
Ao vivo, o grupo composto por M.
Shadows (voz), Synyster Gates (guitarra), Zacky Venegance (guitarra), Johnny Christ (baixo) e Brooks Wackerman (bateria) segue ancorado em seu repertório antigo.
Os clássicos “ Nightmare ” e “ Afterlife ”, com a recente “ Magic ” no miolo, abriram o show de domingo, 5, no Rock in Rio 2026, colocando cada fã para cantar a plenos pulmões.
Antes, houve um atraso de 30 minutos, provocado, aparentemente, por problemas nos telões.
Insuficiente para desanimar a plateia.
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