Mais da metade dos brasileiros que usam IA fala de sentimentos e saúde com os bots
Nos últimos três anos, as ferramentas de inteligência artificial generativa invadiram as telas e debates públicos de todo o mundo.
Não se sabe exatamente qual a proporção de brasileiros já usa ferramentas de IA rotineiramente.
Muitas do que está ao nosso redor traz a IA embutida de alguma forma – como as ferramentas de reconhecimento facial e os algoritmos de seleção de conteúdo das redes sociais.
Em julho de 2025, uma pesquisa realizada pela Fundação Itaú e pelo Datafolha apontava que 93% dos brasileiros utilizava alguma ferramenta com IA no seu cotidiano.
Isso é diferente, entretanto, de usar intencionalmente ferramentas de IA generativa – aquela que gera textos, imagens e vídeos, como o ChatGPT, Claude e Gemini.
A última edição da pesquisa TIC Domicílios , que desde 2005 mede o acesso às tecnologias de informação e comunicação em todo o Brasil, aponta que cerca de ⅓ da população brasileira utiliza IA generativa no cotidiano.
Continua após a publicidade Dentre esses, mais da metade usam IA generativa pelo menos uma vez por semana, e 29% declararam usar todos os dias ou quase.
Os dados da pesquisa indicam que as preferências de uso variam: quem usa tanto celular quanto computador tende a usar mais a IA generativa, e o uso também cresce de acordo com a escolaridade.
De onde vem o nome “notebook” (“cadernos”) para laptops? Continua após a publicidade No início, em 2022 e 2023, a IA generativa foi anunciada como uma ferramenta que otimizaria estudos e trabalho.
Os dados sobre padrões de uso refletem isso: o uso mais comum (prevalente em 73% dos usuários de IA) é para temas de trabalho ou estudo.
Mas os chatbots logo ganharam outras aplicações mais subjetivas.
Segundo a pesquisa, 58% dos brasileiros que usam IA falam sobre preferências e gostos pessoais, como filmes e músicas, e 54% falam diretamente sobre sentimentos e emoções.
Esses usos, embora comuns, trazem junto uma porção de preocupações, que vão desde a privacidade até riscos psicossociais graves, que foram discutidos na reportagem de setembro de 2025 da Super , Terapia nos tempos da IA .
Continua após a publicidade A pesquisa mostrou ainda que 52% dos usuários forneceu dados de saúde, como sintomas e exames, e 50% alimentou a conversa com fotos próprias ou de conhecidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.