Fala de Milei na ONU reforça distanciamento entre Brasil e Argentina
Javier Milei voltou a fazer campanha para Flávio Bolsonaro (PL) durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) , e afirmou que a vitória do candidato de direita pode interromper o “curso socialista decadente” no Brasil governado por Lula.
Com isso, o presidente argentino tornou mais distante uma possível reaproximação diplomática entre Brasília e Buenos Aires.
Depois discursar diante de outras lideranças mundiais, o líder argentino foi questionado sobre uma possível entrada do Brasil no Escudo das Américas caso Flávio seja eleito presidente em outubro.
O que está acontecendo? Brasil e Argentina vivem uma crise diplomática desde o fim de julho.
A tensão foi provocada por ataques do presidente argentino, Javier Milei, contra o líder do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de declarar apoio a Flávio Bolsonaro nas eleições de outubro, o presidente da Argentina chamou Lula de “presidiário”, “ladrão” e “corrupto”.
Com isso, o governo brasileiro decidiu retirar o embaixador do Brasil na Argentina do posto.
No mundo diplomático, é visto como um sinal de rebaixamento nas relações entre dois países.
Isso porque a representação diplomática passa a não ter um representantes diplomático máximo na nação que recebe a missão.
Criada em março deste ano pelos Estados Unidos, a coalizão de segurança é composta por 15 países da América Latina — todos eles liderados por governantes alinhados aos interesses norte-americanos na região.
Brasil e México não foram convidados para o grupo.
“O Brasil participar do Escudo das Américas é uma questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, disse Milei na ONU.
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Na época, o diplomata foi convocado chamado ao Brasil após ataques de Milei contra Lula.
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