Tudo o que se sabe sobre o caso da candidata aprovada em concurso que foi impedida de tomar posse no RS
Doutora antes dos 25 anos, mulher passa em concurso mas é impedida de assumir vaga no RS Manoella Treis, 29 anos, é pesquisadora e foi uma das mais jovens a obter o título de doutora no Brasil, tendo concluído seu doutorado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aos 24 anos.
Ela tem o sonho de ser professora e foi aprovada em um concurso público do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) para dar aulas de Administração, concorrendo nas vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD).
Porém, ela foi impedida de assumir o posto. 🏥 Manoella possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), endometriose e uma doença autoimune (doença inflamatória tipo 2), e faz tratamento contínuo com aplicação de medicação injetável três vezes ao mês. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A decisão que impediu a posse na vaga teve como base o que seria uma "incompatibilidade geográfica" para o exercício do cargo.
O termo tem relação com a decisão tomada após a inspeção médica obrigatória para ingresso no serviço público federal. 'Meu sonho era a carreira acadêmica', lamenta estudante Ao ser convocada este ano, escolheu ser lotada no campus de Veranópolis, na Serra Gaúcha.
Ela seguiu com o processo e passou por perícia.
No entanto, a junta médica do IFRS declarou a candidata inapta para a localidade.
Embora a junta médica não tenha apontado impedimentos para que Manoella exercesse a docência, o entendimento foi de que a cidade não ofereceria a estrutura de saúde necessária para atender às suas condições clínicas e ao acompanhamento médico de que necessita.
Em nota, o IFRS diz que "a conclusão foi de incompatibilidade de exercício da docência no município escolhido para o exercício da profissão devido à falta de estrutura de saúde".
Leia a íntegra abaixo.
Manoella Treis, de 29 anos Arquivo pessoal Processo de admissão Manoella sempre quis trabalhar como educadora.
"O meu sonho era a carreira acadêmica", afirma.
Ela foi aprovada em concurso público do IFRS por meio das vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD).
No momento da convocação, recebeu duas opções de lotação, em Veranópolis e Erechim, e optou pelo campus de Veranópolis.
Durante o processo de admissão, apresentou documentos que comprovavam sua condição de pessoa com deficiência e informações sobre outros problemas de saúde.
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