Campanha acirrada, debate indigente
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A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro ( PL ) está perto do empate em um primeiro turno, mostra a nova pesquisa Datafolha . O petista tem 39% das intenções de voto, ante 35% do adversário . Num segundo turno, a diferença é menor, de 46% a 44%.
A vantagem de Lula aumentara quando foram divulgadas as mensagens em que Flávio pedia dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Se de fato foi esse o motivo da diferença (48% a 43%), o efeito do escândalo se dissipou, em particular depois do início da campanha eleitoral e da divulgação de suspeitas de que Fábio Luiz Lula da Silva, dito Lulinha, traficasse influência. Agora, Lula tem 46% de votos em um segundo turno, e Flávio, 44%.
O debate nacional foi dominado pela torrente de notícias de corrupção e de sua associação com políticos e magistrados do Supremo Tribunal Federal , o que pode vir a influenciar a eleição . Vazamentos de inquéritos, revelações incontestáveis de baixeza ou ações policiais talvez alterem o voto de eleitores oscilantes, decisivos nesta disputa acirrada.
Em grandes números, a eleição de 2026 até agora se assemelha à de 2022. Entre aqueles eleitores que declaram ter votado em Lula no pleito de quatro anos atrás, 88% repetem a escolha. Dos que optaram por Jair Bolsonaro (PL) na última eleição presidencial, 89% optam por Flávio.
A esta altura da campanha, o governo do presidente Lula é considerado ótimo ou bom para 32% dos brasileiros aptos a votar, e ruim ou péssimo para 42%, avaliação praticamente inalterada em relação à registrada pelo Datafolha na semana passada.
Trata-se também de situação quase idêntica à de Jair Bolsonaro (PL) no início de setembro de 2022, ou seja, 31% de ótimo ou bom e 42% de ruim ou péssimo. O saldo muito negativo de avaliação costuma ser empecilho relevante para a reeleição.
O país está sob risco de crise fiscal aguda sem acenar com projetos de ajuste nem propostas concretas de desenvolvimento ou enfrentamento do crime organizado, da rapidíssima transformação tecnológica, da necessidade de transição energética, do problema ambiental, da desigualdade e da pobreza persistentes.
No entanto atravessa uma campanha eleitoral na mesmice de candidaturas e de suas rejeições, mais uma vez imerso em escândalos, outra vez com ameaças a instituições democráticas, sem inspiração. É desanimador.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.