O entreguismo de Javier Milei e o perigo do tecnofascismo
A Argentina enfrenta uma encruzilhada perigosa. O presidente Javier Milei e suas políticas de desregulação, combinadas com o alinhamento geopolítico e a chegada de atores com um histórico questionável em termos de direitos civis, criam um cenário de riscos elevados – extensivos a toda a América Latina .
O exame do governo protofascista de Milei deve resultar em um alerta poderoso sobre os perigos da entrega de soberania, entrega de dados, bem como de vastos territórios a interesses privados e estrangeiros sem um debate democrático profundo e sem os marcos legais adequados para proteger a sociedade.
As afinidades e riscos do presidente argentino nos permitem profetizar o inevitável tecnofascismo.
Javier Milei era um comentarista baixa-extração de TV. Chegou à presidência de uma nação em tempo recorde.
Ora, nada disso se deveu a suas altas aptidões (que não as têm), mas ao respaldo que, desde o dia um, o envolveu numa alternativa real graças à sua imagem pública predominantemente digital.
Se Milei foi eleito, foi por ter sido escolhido antes pela elite internacional para executar a cessão de soberania que o capital tecnológico precisa e exige.
Milei não esconde, ao contrário, se orgulha de ser amigo e adepto do dono da empresa de alta tecnologia Palantir, o ultraconservador Peter Thiel.
Para saber quem é Thiel basta identificar a sua corrente filosófica neo-reacionária e tecnofascista, formulada pelo programador Curtis Yarvin, o filósofo Nick Land, e articulada teoricamente pelo próprio Thiel em um ensaio de 2009.
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