O cerco à América Latina pela Doutrina Donroe
Em pouco mais de cinco minutos, o Departamento de Estado dos Estados Unidos deu seu aviso mais contundente em décadas: o continente é nosso.
A mensagem está num vídeo oficial divulgado nesta terça-feira, 11 de agosto, narrado por Kevin Cabrera, embaixador dos Estados Unidos no Panamá.
Ao reconstruir a história da Doutrina Monroe e chegar à intervenção militar na Venezuela que sequestrou Nicolás Maduro, o governo norte-americano não recorre a eufemismos diplomáticos.
A ação é apresentada como uma “manobra calculada” destinada a “dar um sinal no hemisfério”.
E a conclusão é ainda mais explícita: a dominância americana sobre o Hemisfério Ocidental “nunca mais será questionada”, diz no vídeo preparado pelo Departamento de Estado, o próprio Trump.
O vídeo mostra como uma doutrina originalmente apresentada no século XIX como advertência às potências europeias transformou-se, ao longo da história, num instrumento de domínio regional.
Não se trata mais apenas de uma interpretação dos críticos de Donald Trump.
É o próprio governo dos Estados Unidos contando a história dessa transformação.
A Doutrina Donroe A política já ganhou um nome revelador: Doutrina Donroe.
É a fusão de Donald Trump com James Monroe, presidente norte-americano que, em 1823, formulou a doutrina segundo a qual as potências europeias deveriam manter-se afastadas das Américas.
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