Castelo perdido do século 13 é encontrado sob prédio de universidade
Um castelo medieval que se acreditava perdido há séculos foi identificado debaixo de um edifício atualmente conhecido como Castelo Roebuck, no campus do University College Dublin, na Irlanda.
A pesquisa identificou paredes e outras estruturas do antigo Castelo de Roebuck, uma fortaleza normanda que ocupava uma posição estratégica em uma das vias de acesso à Dublin medieval.
Os vestígios, preservados sob o reboco das paredes atuais, datam em parte do início do século 13 e podem fazer do local o edifício mais antigo ainda de pé em um campus universitário do país.
A identificação foi realizada por Tadhg O'Keeffe, especialista em história da arquitetura medieval, que, ao analisar o edifício atual, o encontrou características que correspondem às representações históricas do antigo castelo.
Detalhes dos achados foram descritos em um artigo publicado no início de setembro na revista Archaeology Ireland.
“Do lado de fora, o edifício atual parece ser inteiramente [no estilo] vitoriano.
Por dentro, porém, as paredes do antigo castelo estão preservadas”, destaca O'Keeffe, em comunicado.
“Os elementos medievais ainda estão lá.
Estão escondidos sob o gesso, mas podem ser percebidos.” Aquarela de Beranger, de 1765, retratando o antigo Castelo de Roebuck, visto do noroeste Biblioteca Nacional da Irlanda Estrutura medieval preservada A pesquisa indica que as partes mais antigas da construção remontam ao começo do século 13.
O castelo teria sido erguido algumas décadas depois da invasão normanda da Irlanda, iniciada em 1169.
Os normandos foram grupos de origem francesa e escandinava que conquistaram e ocuparam diferentes partes das Ilhas Britânicas durante a Idade Média.
Conforme os séculos foram passando, a fortificação sofreu diversas alterações.
Fontes históricas apontam que entre seus ocupantes esteve um Lorde Chanceler da Irlanda, autoridade de alto nível na administração medieval do país.
A tradição também associa o local a Jaime 2º, então rei deposto da Inglaterra e da Irlanda, e Jaime 7º da Escócia, que teria se hospedado no castelo em 1689, após perder o trono.
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