Esporte e saúde feminina: exercícios físicos podem contribuir para o bem-estar sexual após os 45 anos
A prática esportiva pode contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida de mulheres após os 45 anos, período em que mudanças hormonais associadas à menopausa podem afetar o sono, a disposição física e a saúde sexual.
Embora exercícios físicos não sejam um tratamento isolado para a perda do desejo sexual, a atividade física integra os cuidados com a saúde feminina nessa fase.
Segundo o médico Guilherme Storch, a redução persistente da libido pode ser tratada com medicamentos e terapias específicas, conforme as causas identificadas e as condições de saúde de cada paciente.
A perda do desejo sexual não deve ser aceita como uma consequência inevitável do envelhecimento.
Para mulheres que chegam aos 45 anos ou atravessam a menopausa, existem tratamentos que vão além das orientações sobre sono, alimentação e saúde emocional e gel de testosterona.
Novos medicamentos que agem sobre o cérebro, terapias hormonais e recursos para aliviar o desconforto durante as relações fazem parte das possibilidades de cuidado.
A escolha depende da origem do problema, da intensidade dos sintomas e das condições de saúde de cada paciente.
Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2023, no International Journal of Sexual Health, investigou os efeitos de práticas corporais e exercícios físicos sobre a função sexual de mulheres na menopausa.
A pesquisa reforça o interesse científico na relação entre atividade física e saúde sexual feminina, embora os resultados não signifiquem que o exercício substitua os tratamentos indicados para cada caso.
O médico Guilherme Storch explica que o primeiro passo é identificar os vários fatores que estão por trás da mudança.
Algumas mulheres deixam de sentir vontade de fazer sexo, enquanto outras preservam o interesse, mas evitam a intimidade por causa da dor, do ressecamento vaginal ou por experiências que não valem a pena serem repetidas.
Essa distinção orienta a escolha do tratamento.
“Oferecer testosterona como a única solução para todas as mulheres não resolve o problema.
Quando existe uma perda persistente do desejo, podemos considerar medicamentos ou tratamentos que atuam nos mecanismos cerebrais envolvidos na resposta do prazer.
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