Tesouro Direto: taxas recuam em dia de ajuste após onda de vendas
As taxas dos títulos do Tesouro Direto recuam em bloco nesta segunda-feira (17) em um movimento de correção após as altas vistas na reta final da última semana – quando investidores estrangeiros debandaram dos ativos brasileiros em poucos dias e a onda de vendas irradiou da bolsa e o câmbio para a renda fixa.
Contribui para a recuperação de hoje a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), chamado de "prévia do Produto Interno Bruto (PIB)".
O dado veio levemente abaixo do esperado, praticamente em linha.
O indicador recuou 0,6% em junho ante maio.
Economistas ouvidos pelo Valor Data esperavam queda de 0,5%.
A leitura é de atividade em desaceleração, mas não o suficiente para alterar significativamente a expectativa de juros até o fim deste ano.
Atualmente, a maioria dos negociantes prevê um corte de de juros na taxa básica de juros em setembro, seguido pela manutenção em novembro.
Com isso, a Selic ficaria em 13,75% ao ano.
O Boletim Focus divulgado hoje mostra queda da expectativa de Produto Interno Bruto (PIB) para 2027 e 2028, e alta da inflação em 2027.
Operadores do mercado de juros futuros acompanham com atenção uma palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que ocorre hoje.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,35%, ante IPCA + 7,40% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,63%, ante IPCA + 7,68% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 8,15%, ante IPCA + 8,17% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,36%, ante 14,42% na última sessão.
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