Saiba quem são os 5 alvos presos por rombo de R$ 4 milhões na Saúde em Nioaque
A Justiça Estadual decretou a prisão preventiva dos cinco principais investigados na segunda fase da Operação Auditus, deflagrada nesta quinta-feira pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
A decisão judicial revela a divisão de tarefas do núcleo duro da organização criminosa, apontando a liderança no esquema de fraudes licitatórias e desvio de recursos públicos na Saúde do interior de Mato Grosso do Sul.
Ao fundamentar as prisões cautelares, a juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias de Campo Grande, destacou que as medidas alternativas, como o monitoramento eletrônico, seriam insuficientes.
Segundo a decisão, a segregação é necessária para interromper as atividades do grupo e evitar interferências na instrução criminal.
Empresários - Os empresários Robson Roosevelt Ferreira Aguilar e Bianca Fernandes Leite Aguilar, proprietários da empresa Prontomed Clínica Médica, são apontados como os financiadores do esquema.
Ambos foram presos em Bonito.
Conforme a apuração do MPMS, os empresários eram responsáveis por corromper secretários municipais mediante pagamento contínuo de propina, garantindo o direcionamento de certames licitatórios e a liberação de pagamentos por serviços não executados.
Já Tatiane Barbosa de Souza Grubert, gerente administrativa da Prontomed, foi presa em Jardim.
A investigação indica que ela atuava diretamente na montagem de cotações fraudulentas com nomes de empresas concorrentes para fraudar a fase de pesquisa de preços das licitações.
Além do direcionamento nos editais, Tatiane operava a confecção de laudos e guias com dados falsificados de atendimentos médicos para viabilizar os pagamentos indevidos pelo poder público.
Agentes públicos - A ex-secretária municipal de Saúde de Nioaque, Márcia Cristiane Missioneira Jara, presa em sua residência no município, é apontada como a responsável por autorizar o empenho e pagamento das faturas fraudulentas.
Segundo a Justiça, a ex-gestora ignorava irregularidades como assinaturas falsificadas e cobranças em nome de pessoas falecidas para liberar os recursos públicos.
O ex-secretário de Governo de Nioaque, Vagner Alves Ribeiro Guimarães, preso em Jardim, atuava no alinhamento prévio das licitações.
As investigações interceptaram trocas de mensagens em que o ex-gestor repassava minutas de editais aos empresários antes da publicação oficial e monitorava a ausência de concorrentes nos certames.
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