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Política

As três semanas que abalaram o Brasil e o mundo

Brasil de Fato ·
As três semanas que abalaram o Brasil e o mundo

O Instituto Tricontinental de Pesquisa Social é uma instituição internacional, orientada pelos movimentos populares e políticos da Ásia, Africa e América Latina, que tem como objetivo promover o pensamento crítico por meio de uma perspectiva emancipatória em prol das aspirações dos povos.

As diferentes gerações que vivenciaram as três semanas entre o primeiro e o segundo turno jamais esquecerão seu significado. Talvez tenha sido o maior processo pedagógico de massas vivenciado pela sociedade brasileira.

Foram centenas de mobilizações espalhadas por todo o Brasil; milhões de pessoas saíram às ruas ; algumas se organizavam em seus bairros, enquanto outras escreviam bilhetes e os distribuíam de porta em porta na sua vizinhança; panfletagens nas estações de metrô, pontos e terminais de ônibus; jovens segurando cartazes nas ruas dispostos a escutar o descontentamento das pessoas e conversar sobre o que estava em jogo; organização de caronas coletivas para garantir que todos pudessem votar; jovens levando suas avós no dia da votação. O que não faltou foi criatividade nas ações de uma massa descentralizada, mas com um objetivo comum: garantir a vitória de Lula e impedir a volta de um facista ao governo e todo o combo que viria com uma possível vitória de Flávio Bolsonaro.

A história — e o povo — foi generosa conosco. E talvez essa tenha sido a última chance neste novo ciclo que se abre para que as coisas mudem radicalmente de rumo, e que um futuro próximo não termine em uma tragédia anunciada.

Em 2014, Dilma Rousseff saiu em desvantagem no segundo turno contra Aécio Neves, e sua vitória só foi garantida graças às organizações populares que saíram às ruas para debater com a sociedade as diferenças de projetos e o que estava em jogo. Logo que assumiu seu segundo mandato, ainda em janeiro de 2015 e em meio à ressaca de final de ano, Dilma promulgou duas medidas provisórias contrárias à classe trabalhadora, aceitou a pressão exercida pelo capital financeiro, nomeou Joaquim Levy no ministério da Fazenda e fez uma série de concessões no que diz respeito a ajustes fiscais, sob a justificativa de acalmar os ânimos que se escalavam contra o governo. Dois anos depois, Dilma sofria um golpe com quem ela havia tentado conciliar, e poucos saíram às ruas em sua defesa.

Logo na sequência, com a prisão de Lula, o discurso do atual presidente nunca esteve tão certeiro, espumando ódio de classe, atacando a elite brasileira e denunciando o papel dos grandes meios de comunicação. Após sua vitória nas eleições de 2022, Lula organizou diversos Grupos de Trabalho com a participação de diferentes setores da sociedade para construir um terceiro mandato com maior participação popular. Logo que seu governo teve início, pouco do que foi produzido foi levado em consideração. Lula reclamou das primeiras mobilizações organizadas pelo MST e promoveu um ajuste fiscal, limitando os gastos sociais do governo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

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