Dependência de diesel importado seguirá em 25% até 2036, prevê MME
Mesmo com a ampliação da capacidade de refino e o aumento da produção nacional de petróleo , o Brasil deverá continuar dependente da importação de cerca de 25% do diesel A consumido no país em 2036.
A projeção consta da proposta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2036), elaborada pelo Ministério de Minas e Energia ( MME ) e pela Empresa de Pesquisa Energética ( EPE ), que entrou em consulta pública na quinta-feira (8/10) até seis de novembro.
A estimativa indica que a expansão da infraestrutura de produção e abastecimento não será suficiente para eliminar uma vulnerabilidade estrutural do mercado brasileiro, que voltou ao centro das discussões neste ano diante da guerra no Oriente Médio e da escalada dos preços internacionais dos combustíveis .
Quer receber reportagens do JOTA com mais frequência? Clique aqui e selecione o JOTA como fonte de informação no Google Notícias Segundo o relatório, as importações líquidas de diesel A deverão alcançar 51 mil metros cúbicos por dia em 2036, para atender a uma demanda nacional estimada em 206 mil metros cúbicos diários.
A produção doméstica do combustível, por sua vez, deverá crescer 13,7% no período, passando de 136,5 mil para 155,2 mil metros cúbicos por dia.
A dependência externa projetada para o fim da próxima década é superior à estimativa de 22% considerada pelo PDE para 2026.
O resultado reflete, principalmente, o crescimento esperado da demanda pelo combustível, impulsionado pela atividade econômica e pela elevada participação do transporte rodoviário de cargas na logística brasileira.
O cenário se mantém apesar da previsão de US$ 13,15 bilhões em investimentos no parque de refino nacional até 2036, que deverão elevar em aproximadamente 10% a capacidade de destilação das refinarias.
O planejamento considera a ampliação de sete refinarias existentes e a entrada de um novo ativo de refino, com acréscimo de cerca de 248 mil barris diários de capacidade.
A EPE estima que as refinarias brasileiras manterão um fator de utilização próximo de 90% ao longo do período e ampliarão o uso de petróleo nacional na carga processada.
Ainda assim, o país permanecerá importador líquido da categoria derivados de petróleo como um todo, com déficit de 37 mil metros cúbicos diários em 2036.
O diesel será o principal responsável pela necessidade de importações, seguido da nafta petroquímica.
Parte dessa diferença será compensada pelas exportações de outros derivados, especialmente óleo combustível.
A persistência da dependência externa ocorre em um momento de maior exposição do mercado brasileiro às tensões geopolíticas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.