Flávio Bolsonaro declara R$ 8,1 milhões em bens em registro de candidatura
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), oficializou hoje sua candidatura na Justiça Eleitoral e registrou um patrimônio de R$ 8.186.555,83
Em seu novo registro no TSE, Flávio declarou R$ 8.186.555,83 em bens. Ele declarou em 2018, quando concorreu ao Senado pela primeira vez, R$ 1.741.758,15.
Seu vice na chapa à Presidência, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), declarou R$ 564.666,16. Em 2022, quando concorreu para uma vaga como deputado na Câmara, declarou R$ 289.258,10.
O parlamentar alagoano foi anunciado como vice no dia 5 de agosto. Chapa "puro-sangue" do PL foi definida depois do partido não formalizar alianças com outras legendas da direita e centro-direita.
Flávio Bolsonaro enviou seu registro de candidatura após ter enfrentado problemas com o sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A equipe do senador não conseguia efetuar o registro porque ele aparecia na base de dados do TSE como filiado ao Missão. Membros da campanha do PL afirmaram ao UOL que se tratava de uma filiação fraudulenta que teria ocorrido ontem depois das 23h17.
O cadastro de filiação ao Missão informou que endereço de Flávio era Rua dos Bandidos, 666. O documento que teria sido fraudado dizia também que o candidato morava no Bairro Miliciano e seu CPF era 123.456.789-09.
Após decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, a situação de Flávio foi regularizada . O ministro aceitou o pedido de tutela de urgência protocolado pelo senador hoje, com a justificativa de que a filiação ocorreu indevidamente, sem que ele soubesse. A certidão de filiação partidária ao PL já consta no TSE.
A equipe do candidato defende a abertura de um inquérito para investigar a suposta fraude. A filiação de Flávio foi alterada apesar de o sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedir mais informações — apenas algumas pessoas conseguem ter acesso ao sistema para fazer esse tipo de alteração. Uma fonte afirma que ainda não está claro como isso teria sido feito, apesar das etapas de segurança do sistema do tribunal.
O TSE informou que não houve hackeamento do sistema. Segundo a corte eleitoral, houve "uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações".
Em nota ao UOL, o partido de Renan afirmou ter sido "vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta" de Flávio . A legenda diz que informou o gabinete do senador sobre o caso no dia 2 de agosto. "Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos."
O partido diz ter adotado as providências cabíveis com a PF e o TSE. "A fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades", afirma a legenda.
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