Letramento racial e memória negra são temas de encontro em Teresópolis
Teresópolis recebe quinto encontro de letramento racial O 5º Encontro Formativo de Letramento Racial foi realizado nesta sexta-feira (14) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.
O evento aconteceu no Unifeso (Centro Universitário Serra dos Órgãos) e reuniu pesquisadores, educadores, estudantes, gestores públicos, representantes de movimentos negros, comunidades e integrantes da sociedade civil para discutir questões relacionadas à igualdade racial.
Com o tema "O Apagamento da Presença Negra na Região Serrana", o encontro promoveu debates sobre memória, educação antirracista, reparação histórica, políticas públicas, comunidades quilombolas, ancestralidade e patrimônio afro-brasileiro.
Segundo os organizadores, a proposta foi criar um espaço de formação e troca de experiências capaz de ampliar a discussão sobre a presença e a contribuição da população negra na construção histórica, social e cultural da região. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp.
Apagamento da presença negra Um dos principais temas abordados durante o encontro foi o chamado apagamento da presença negra na história da Região Serrana.
O debate questionou a forma como a história dos municípios da região é contada e discutiu quais personagens, comunidades e contribuições acabam ficando fora dos registros oficiais ou recebem pouca visibilidade.
Para os participantes, reconhecer a participação da população negra na formação dos municípios é fundamental para compreender a construção social, econômica e cultural da região.
A discussão também destacou a importância da valorização da memória de comunidades negras, quilombolas e tradicionais, além do reconhecimento de saberes, manifestações culturais e trajetórias que ajudaram a moldar a identidade regional.
Evento reuniu pesquisadores, educadores, movimentos negros e gestores públicos Divulgação Educação antirracista A educação antirracista foi outro eixo central da programação.
Durante o encontro, especialistas discutiram a formação de professores e a aplicação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas.
Os participantes defenderam a aproximação entre escolas, universidades, movimentos sociais e gestores públicos para fortalecer ações de combate ao racismo e ampliar o conhecimento sobre a contribuição da população negra para a formação do país.
Os debates também abordaram a relação entre preservação da memória e reparação histórica.
Segundo os participantes, o reconhecimento das desigualdades e das contribuições da população negra é uma etapa importante para a formulação de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.
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