Bocalom promete “fechar torneiras” e admite “remédio amargo” para equilibrar contas do Acre
O candidato ao governo do Acre pelo PSDB, Tião Bocalom, afirmou nesta quinta-feira, 27, que pretende adotar medidas de contenção de despesas logo no início de uma eventual gestão para tentar equilibrar as contas públicas do Estado. Diante de um cenário de orçamento comprometido e pouca margem para investimentos, Bocalom disse que pretende repetir estratégias utilizadas durante suas administrações à frente das prefeituras de Acrelândia e Rio Branco.
Segundo o candidato, a primeira medida seria identificar e cortar gastos considerados desnecessários. Ele afirmou que pretende começar a organizar as contas já nos primeiros dias de janeiro.
“Bom, eu vou fazer o que eu fiz na prefeitura de Rio Branco, que eu fiz em Acrelândia. Quando eu assumi Acrelândia pela segunda vez, a prefeitura estava toda estraçalhada. A situação financeira estava péssima, a cidade estava acabada. E eu, com seis meses, pouco menos de um ano, eu arrumei a cidade. Então, é o seguinte: a gente sabe da situação, como você está dizendo, a situação econômica, financeira do Estado é muito complicada, a gente sabe disso. Mas eu tenho certeza que tem muitas torneiras para serem fechadas, assim como eu fechei da Prefeitura de Rio Branco. Eu acho que no momento que você começa a fechar torneiras, começa a tratar o dinheiro com seriedade e com transparência”, pontuou.
Bocalom reconheceu, porém, que as medidas adotadas no início de um eventual governo podem ser impopulares. Ele classificou o processo de reorganização das contas como um possível “remédio amargo” e afirmou que não pretende apresentar promessas de facilidades caso elas não sejam compatíveis com a realidade financeira do Estado.
“Olha, eu tenho dito sempre uma coisa. Olha, o remédio, de repente, não vai ser muito bom, não. De repente, vai ter que ter um remédio amargo no começo da gestão. Não tem como. Você tem que organizar, reorganizar”, ponderou.
Questionado se o discurso sobre medidas impopulares poderia prejudicar sua candidatura, Bocalom afirmou que o eleitorado estaria cansado de promessas que não podem ser cumpridas e defendeu uma postura de transparência.
“Não, porque as pessoas sabem que o Bocalom não mente, não engana. Não adianta eu vir vender facilidade para todo mundo, igual outros candidatos fazem, que o povo hoje não aguenta mais ser enganado. Então, eu acho que não está difícil, sabe, de arrumar, não. Eu acho que é uma questão de gestão apenas e de experiência de gestão”, afirmou.
Durante a entrevista, Bocalom também foi questionado sobre sua experiência anterior com medidas consideradas impopulares. Na Prefeitura de Rio Branco, algumas decisões tomadas no início de sua administração chegaram a provocar forte reação política e, segundo o candidato, quase resultou em um pedido de impeachment na Câmara de Rio Branco (CMRB).
“Foi, foi. Eu vejo que hoje, com a experiência maior que eu tenho, vamos ser honestos, quando eu cheguei na Prefeitura de Rio Branco, eu ainda não tinha a experiência acumulada que eu tenho hoje. E nessa relação com o Legislativo, eu penso que nós vamos ter pessoas que vão nos ajudar e que vão nos ajudar muito nisso daí.
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