Volkswagen estuda "invasão elétrica" no Brasil para desafiar BYD e GWM
Parece que a Volkswagen está de olho em estratégias para conter o avanço acelerado de fabricantes chinesas.
Enquanto nomes como BYD e GWM ganham cada vez mais espaço no setor automotivo , a montadora alemã deve apostar na importação e distribuição de veículos eletrificados desenvolvidos na China com foco em mercados emergentes, incluindo a América do Sul .
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a iniciativa vem para aproveitar o ecossistema tecnológico e a estrutura de custos do país asiático para abastecer países estratégicos — perceba que o plano foi pensado para romper com a exclusividade do mercado interno chinês para a nova linhagem de carros elétricos e híbridos da marca.
Hoje, a montadora já trabalha em parceria com gigantes locais, como a FAW, SAIC e a startup Xpeng .
Já a nova estratégia vem para a marca fortalecer sua competitividade com arquiteturas avançadas, como a Compact Main Platform (CMP) e o sistema eletrônico China Electronic Architecture (CEA) , referências em digitalização e custo-benefício.
Volkswagen e a China A sinergia entre as operações asiáticas e sul-americanas também contempla veículos comerciais e picapes .
Parte das ações conjuntas com a SAIC envolve o desenvolvimento conjunto com a marca Maxus, que vai dar suporte à nova geração da picape Amarok, e a um furgão inédito destinado ao mercado brasileiro .
No fim, a manobra mostra que a Volkswagen deve seguir passos já trilhados por grupos como Stellantis e General Motors , que também apostaram em parcerias na Ásia para viabilizar produtos mais competitivos.
A proposta é oferecer automóveis com tecnologias consagradas na China sem comprometer a rentabilidade fabril na América Latina , adaptando gradualmente o portfólio regional para disputar espaço diretamente com elétricos e híbridos rivais.
Aproveite para conferir nossa matéria que explica por que a Volkswagen corre o risco de ser comprada por chineses no futuro ! {{WHATSAPP_CHANNEL}}
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.