Presidente do Água Santa é alvo de prisão temporária em investigação sobre transporte
O presidente do Esporte Clube Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, é um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, realizada nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. Contra ele, foi expedido um mandado de prisão temporária de 30 dias pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), além de autorização para buscas e apreensões.
A operação investiga uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte coletivo. Paulo Korek é citado como empresário ligado à administração de empresas do ramo, entre elas a Translider e a A2 Transportes.
De acordo com os investigadores, o empresário teria atuado na gestão de interesses relacionados ao grupo criminoso no setor de transportes. A suspeita ainda será analisada pela Justiça e não representa condenação.
Entre os elementos reunidos no inquérito estão áudios atribuídos a Paulo Korek sobre a negociação de 63 ônibus da Translider. O valor estimado da operação seria de R$ 1,26 milhão.
As conversas analisadas pelos investigadores indicariam a previsão de pagamento de comissão a José Daniel Satilite e a outras pessoas. Ainda segundo a apuração, Korek teria informado uma conta bancária vinculada à A2 Transportes para o recebimento dos valores.
Para os responsáveis pela investigação, os diálogos podem indicar o uso de empresas do setor em operações relacionadas ao grupo investigado.
A apuração também menciona a Translog, atualmente registrada como ABC Plus Transportes Rodoviários e Logística Ltda. O histórico societário da empresa inclui Paulo Korek e José Antônio Guerino.
Os investigadores afirmam ainda que Korek teria mantido influência sobre a Translider mesmo após deixar oficialmente o quadro societário da empresa.
A operação apura ainda a participação de empresas que atuaram no transporte coletivo de Cubatão, como a Viação Bom Jesus e a Translider.
Segundo os investigadores, conversas analisadas durante o inquérito indicariam que José Daniel Satilite e Claudionor Sabino Tomaz poderiam ser usados como intermediários ou “laranjas” em negócios ligados a Paulo Korek e a outras empresas do setor.
Outro investigado é Wellington Andrade dos Santos, conhecido como “Moreno”. Ele é apontado como possível operador financeiro de Korek e teria responsabilidade por pagamentos periódicos, conforme a apuração.
Por causa dessas suspeitas, a Justiça autorizou buscas no endereço de Wellington. Ele é alvo de investigação, mas não aparece entre os presos da operação.
Paulo Korek também é presidente do Esporte Clube Água Santa, de Diadema. Sob sua gestão, o clube alcançou a final do Campeonato Paulista de 2023, em uma das campanhas mais importantes de sua história.
O dirigente já havia sido citado em apurações anteriores relacionadas ao setor de transporte. As investigações anteriores, no entanto, tiveram circunstâncias próprias e não devem ser confundidas com os fatos analisados na Operação Vectura Corrupta.
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