Governo projeta R$ 161 bi para portos, aeroportos e hidrovias até 2030
Ministro de Portos e Aeroportos apresenta carteira de projetos para o próximo ciclo, com obras, concessões e autorizações
A menos de 3 meses do fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca , apresentou nesta 5ª feira (8.out.2026) uma carteira renovada de projetos de portos, aeroportos e hidrovias que será deixada para a próxima gestão do ministério.
O governo projeta investimentos de até R$ 161,5 bilhões nos 3 setores para o ciclo de 2027 a 2030, considerando obras públicas, concessões, autorizações, linhas de crédito e financiamentos.
O planejamento para os próximos 4 anos inclui projetos que não serão concluídos ou oferecidos ao mercado pela atual gestão do Ministério de Portos e Aeroportos, como a Repactuação do Aeroporto de Viracopos/Campinas, o leilão do Tecon (Terminal de Contêineres) 10, no Porto de Santos, e as primeiras concessões de hidrovias do país. Leia a íntegra da nova carteira (PDF – 3 MB).
O material foi apresentado pelo ministro durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026 , em Brasília, que reúne as principais empresas do setor de logística e infraestrutura de transportes.
Alguns dos empreendimentos que estão na nova carteira foram apresentados na viagem de Tomé à China e a Singapura, em agosto, quando o ministro mostrou a investidores asiáticos projetos de investimentos de infraestrutura no Brasil, com ênfase em concessões portuárias e hidroviárias.
Embora a carteira não traga nenhuma novidade em relação aos projetos já anunciados pelo governo, o ministro afirma que o objetivo é preparar um planejamento que será passado para a próxima gestão da pasta, independentemente de quem assuma no ano que vem.
“O que nós fizemos foi uma carteira de projetos para que quem possa capitanear esse novo ciclo, capitaneie já com algo para ser entregue. Da mesma forma que a gente recebeu uma carteira de projetos quando assumiu o ministério, a gente preparou essa carteira de projetos, que é a continuidade dos trabalhos, para que não haja descontinuidade dos investimentos em infraestrutura no setor de portos, aeroportos e de hidrovias” , disse Tomé a jornalistas depois do evento.
O projeto de maior impacto para o próximo ciclo é o Acordo de Repactuação do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), que tem potencial de destravar R$ 1,5 bilhão em investimentos.
O governo atua junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) para solucionar o passivo de litígios relacionados ao terminal, da mesma forma que fez com outros ativos provenientes das primeiras rodadas de concessões de aeroportos do país, como Guarulhos, Galeão e Brasília –que será oferecido novamente ao mercado em 17 de dezembro.
Segundo Tomé, o debate sobre Viracopos está atualmente na AGU (Advocacia Geral da União), porque existem débitos inscritos na dívida pública.
“Eu vou fazer o possível para a gente buscar uma solução. O meu empenho era deixar esse legado do nosso passivo aeroportuário resolvido. Mas não é algo que depende só da gente. Depende dos interesses de todos os envolvidos. Agência reguladora, AGU, concessionária.
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