Windows 11 terá foco em PCs com 8 GB de RAM, enquanto Microsoft segura novos recursos de IA
A Microsoft prepara uma mudança de prioridade para o Windows 11 : em vez de concentrar seus esforços apenas em adicionar novas funções, a empresa quer reduzir o consumo de memória do sistema e melhorar a experiência em computadores com apenas 8 GB de RAM.
A estratégia pode beneficiar justamente máquinas de entrada, nas quais cada gigabyte ocupado pelo sistema operacional faz diferença.
Segundo informações divulgadas pelo Windows Central, executivos da Microsoft confirmaram que a companhia está trabalhando para diminuir a quantidade de memória consumida pelo Windows.
Marcus Ash, vice-presidente corporativo de Design e Pesquisa do Windows, afirmou que o trabalho envolve diferentes camadas do sistema, da interface ao kernel e aos drivers.
A mudança ocorre em um momento no qual computadores com 8 GB continuam relevantes no mercado, apesar do crescimento das exigências de memória de aplicativos modernos.
Oficialmente, o Windows 11 exige apenas 4 GB de RAM como requisito mínimo.
Microsoft quer reduzir o consumo de memória do Windows 11 A otimização não significa simplesmente retirar recursos do Windows.
Uma das estratégias envolve analisar quanto cada tarefa consome e controlar melhor aplicativos previamente carregados, liberando memória quando o computador estiver sob maior pressão.
Na prática, isso pode ser particularmente importante em máquinas com 8 GB.
Quanto menos RAM estiver ocupada pelo próprio sistema operacional e por processos em segundo plano, maior será a quantidade disponível para navegador, jogos e outros programas.
Algumas melhorias já começam a aparecer.
A atualização KB5101684, por exemplo, trouxe mudanças de desempenho e confiabilidade voltadas especialmente para computadores com 8 GB de RAM ou menos, incluindo ajustes no Explorador de Arquivos, menu Iniciar, barra de tarefas e processo executado após atualizações.
Menos novidades de IA não significa abandono do Copilot+ O novo foco em desempenho também não representa uma desistência da estratégia de inteligência artificial da Microsoft.
Os Copilot+ PCs continuam contando com componentes específicos para executar modelos localmente usando uma NPU, incluindo recursos de processamento de imagens e o modelo de linguagem Phi Silica.
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