Dólar abre em queda à espera de nova pesquisa Datafolha e com cenário externo no radar
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O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (21), acompanhando o desempenho da divisa norte-americana no exterior, enquanto, no cenário doméstico, os agentes monitoram o noticiário político, com a expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha .
Às 9h48, a moeda tinha queda de 0,36%, cotada a R$ 5,175. No mesmo horário, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,13%.
Na véspera (20), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,33%, enquanto a Bolsa encerrou próxima da estabilidade, em avanço de 0,05%, aos 167.927 pontos. A valorização do petróleo beneficiou as ações da Petrobras , cuja alta ajudou a limitar as perdas do índice.
Analistas repercutiram a nova escalada do conflito entre Washington e Teerã. Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , disse que vai conduzir uma "guerra econômica sem precedentes" contra o Irã e ameaçou países que "oferecem qualquer tipo de salvação" financeira ao regime iraniano.
Em resposta, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o plano tem como objetivo "distrair da própria crise dos Estados Unidos" . Nos últimos dias, o Irã também avaliou atacar alvos militares americanos na Europa caso Trump intensifique a guerra, segundo pessoas próximas ao regime.
O estreito de Hormuz permanece fechado, enquanto Teerã exige que os Estados Unidos cumpram condições de um acordo provisório firmado em junho.
Entre as exigências estão o fim do bloqueio aos portos iranianos, a suspensão das sanções sobre o petróleo, a liberação de ativos congelados e a interrupção de ameaças e operações militares americanas.
Antes da guerra, o estreito de Hormuz era responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Com a interrupção da rota, investidores voltam a temer um choque de oferta de energia. A perspectiva aumenta a cautela nos mercados e pode pressionar a inflação global.
Com o cenário indefinido, o barril de petróleo voltou a subir. Por volta das 10h, o Brent, referência mundial da commodity, avançava 0,25%, a US$ 93,97.
Beneficiado, o bloco brasileiro de petróleo na Bolsa subiu na quinta. As ações ordinárias da Petrobras avançaram 2,63%, enquanto as preferenciais subiram 2,80%.
"A escalada de tensões no Oriente Médio empurra o Brent para cima, o que alimenta preocupações inflacionárias, porém também sustenta as ações ligadas ao petróleo no Brasil, como Petrobras, que aparecem entre os principais suportes do índice", diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.
O órgão informou que elevará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões o volume das operações de recompra de títulos com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos.
A alta dos juros longos também reflete preocupações dos investidores com a trajetória fiscal americana. A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez na história .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.