Rede atacadista é condenada a pagar R$ 1 milhão por descumprir normas de saúde e segurança para trabalhadores na Bahia
Rede atacadista é condenada a pagar R$ 1 milhão por descumprir normas de saúde e segurança para trabalhadores na Bahia Assaí A empresa Sendas Distribuidora S/A, controladora da rede Assaí Atacadista, foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos devido a irregularidades nas condições de saúde e segurança oferecidas a trabalhadores da unidade dos Barris, em Salvador.
A decisão, que foi publicada na segunda-feira (21), pela 39ª Vara do Trabalho da capital baiana, cabe recurso.
Além da indenização, a empresa terá que cumprir 28 medidas para corrigir os problemas apontados durante a investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 30 mil por obrigação. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O g1 procurou a empresa para saber se pretende recorrer e se já adotou medidas para corrigir as irregularidades apontadas na decisão, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
Agora no g1 A decisão atende a um pedido apresentado pelo MPT após uma investigação iniciada em 2022.
Segundo o órgão, novas irregularidades continuaram sendo identificadas até 2025, quando foi ajuizada uma ação civil pública.
De acordo com o MPT, fiscalizações e perícias identificaram problemas em diferentes áreas da unidade.
Entre as situações apontadas estão: calçados danificados usados por trabalhadores; luvas rasgadas; japonas utilizadas em câmaras frias com fechos quebrados; prateleiras e paletes tombados; mercadorias armazenadas diretamente no chão; ambientes escuros e sujos; pisos molhados; trancas defeituosas em câmaras frias, com risco de trabalhadores ficarem presos; falhas no fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs); pontos com risco de quedas e choques elétricos; possibilidade de desabamento de mercadorias.
O MPT também apontou dificuldades para obter documentos solicitados durante as fiscalizações e afirmou que a empresa não teria adotado as medidas necessárias para solucionar as irregularidades.
Investigação começou em 2022 O inquérito foi conduzido pelo procurador do Trabalho Ilan Fonseca.
Segundo o MPT, as denúncias e constatações de problemas continuaram aparecendo ao longo da investigação, abrangendo diferentes setores da unidade.
Na decisão, a juíza Marília Sacramento, titular da 39ª Vara do Trabalho de Salvador, acolheu os argumentos apresentados pelo Ministério Público do Trabalho e determinou a adoção das 28 medidas de segurança.
A indenização de R$ 1 milhão é referente a danos morais coletivos.
Conforme o MPT, o valor considera a duração e a gravidade das irregularidades, além da exposição de trabalhadores a condições consideradas inseguras e insalubres.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.