Triangulação SBT, N Sports e Galvão Bueno na Copa do Mundo vai parar na Justiça
Galvão Bueno e Tiago Leifert são os narradores de SBT e NSports na Copa do Mundo de 2026 - Divulgação
A parceria entre da N Sports com o SBT , que garantiu a exibição de jogos da Copa do Mundo de 2026 na emissora da família Abravanel, foi parar na Justiça.
De quebra, o “divórcio litigioso” entre os dois canais resultou ainda na saída do narrador Galvão Bueno do quadro societário da N Sports, após o canal ingressar com um processo contra o SBT na Justiça de São Paulo, alegando que a empresa do finado apresentador Silvio Santos deixou de repassar valores relativos a cotas publicitárias do evento.
A polêmica explodiu no último sábado (12), mas já dura meses e quase azedou a cobertura do Mundial deste ano.
A Máquina do Esporte entrevistou André Barros, CEO da N Sports, e João Sartini, advogado do canal. A reportagem também obteve acesso à inicial do processo.
De acordo com Barros, no ano passado, já com a configuração societária que trazia Galvão como um dos acionistas, a N Sports passou a conversar detentores de direitos de transmissão, buscando novas oportunidades no mercado.
Foi assim que surgiu a oportunidade de adquirir o pacote com jogos da Copa do Mundo de 2026, por meio de uma negociação de sublicenciamento com a LiveMode , dona da CazéTV e representante da Federação Internacional de Futebol (Fifa) no mercado brasileiro.
A parceria com o canal aberto tinha duas finalidades. Por um lado, ajudaria a amenizar os custos da operação, que seriam repartidos com a emissora. Por outro, serviria para potencializar as receitas publicitárias com a cobertura do evento.
A N Sports alega que o contrato firmado com o SBT prevê que o canal da família Abravanel entraria com 74% investimentos e receberia igual percentual de todas as cotas vendidas para a Copa de 2026, restando a ela própria 26% dos custos e faturamento.
Só que em 2025, quando o acordo com a LiveMode foi firmado (os valores são tratados com confidencialidade), o SBT teria informado que não possuía fluxo de caixa naquele ano para arcar com as três primeiras parcelas da aquisição dos direitos.
Ainda assim, a N Sports diz ter topado bancar os pagamentos de maneira integral, sob a promessa de ser ressarcida futuramente (o que de fato ocorreu, no ano seguinte). E assim o casamento se concretizou. Mas em breve o clima de lua de mel chegaria ao fim.
Com o passar dos meses, os executivos da N Sports afirmam ter identificado práticas adotadas pelo time comercial do SBT, que estariam em desacordo com a proporção 74%x26%.
Segundo a empresa autora da ação, marcas teriam comprado pacotes para a Copa do Mundo e efetuado pagamento ainda em 2025, sem que a N Sports tivesse sido remunerada (ou mesmo informada) pelo canal parceiro. “A realidade é que só um lado estava recebendo”, disse Barros.
Em maio deste ano, a direção da N Sports esteve na sede do SBT para tentar resolver o problema com a cúpula da emissora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.