Tifanny está liberada para jogar o Campeonato Paulista, diz federação
CBV adere à política do COI que bane mulheres trans Um dia depois de a Confederação Brasileira de Vôlei aderir à política do Comitê Olímpico Internacional e banir mulheres trans, a Federação Paulista da modalidade soltou nota, neste sábado.
No comunicado, afirma que o Campeonato Paulista, iniciado nesta sexta-feira, foi realizado de acordo com as normas vigentes até então - antes da decisão da CBV - e que, diante do novo cenário, "eventuais medidas para as próximas competições serão definidas após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde, considerando a legislação aplicável, as normas da modalidade e os aspectos técnicos pertinentes".
Na prática, libera Tifanny para esta edição do Paulista, deixando o futuro a ser analisado.
O Osasco, de Tifanny, estreia, neste sábado, às 21h30, contra o Pinheiros, com transmissão do sportv2. + CBV adere à política do COI que bane mulheres trans + COI bane mulheres trans ao criar teste para determinar gênero biológico Tifanny, campeã da Copa Brasil de Vôlei pelo Osasco Divulgação CBV Nesta sexta, a CBV anunciou que vai aderir à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas da categoria feminina em suas competições nacionais de quadra e praia.
Desta forma, as competidoras devem apresentar teste genético negativo para o gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino.
"A CBV passa a seguir - a partir de hoje - os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI - publicada em março deste ano - que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino.
Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY - tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade", diz trecho da nota.
Segundo a instituição, os critérios passam a valer para todas as jogadoras a partir da Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.
A recusa da triagem não é considerada infração indisciplinar, mas, sem comprovar elegibilidade, a presença da atleta nas competições não será permitida.
Procurado pelo ge na sexta-feira o Osasco demostrou surpresa com a decisão da entidade máxima do vôlei nacional.
Segundo o Osasco, o departamento jurídico avalia a normativa para definir o que chamou de "os próximos passos".
O time ressaltou que não participou ou foi consultado sobre a nova política.
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