Garotinho nega acordo com Ruas após TSE anular seus votos e diz que será oposição
Anthony Garotinho (Republicanos) negou nesta quinta-feira (8) ter feito qualquer acordo com Douglas Ruas (PL) e afirmou que continuará fazendo oposição ao grupo político do candidato, depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os 274.411 votos recebidos por ele no primeiro turno.
Em sua primeira live após o julgamento, o ex-governador classificou a decisão como uma “covardia”, contestou a condução de seu processo pela Justiça Eleitoral e voltou a atacar tanto Ruas quanto Eduardo Paes (PSD).
A negativa ocorre em meio à acusações de Paes sobre Ruas ter feito um acordo com Garotinho para que o ex-governador desistisse do recurso sobre sua candidatura.
Na ocasião, Paes chamou Garotinho de “candidato laranja” e afirmou que a movimentação buscava decidir a eleição no “tapetão”.
Leia também Douglas Ruas se diz eleito no 1º turno e engata campanha por Flávio Ruas afirmou que passará os próximos dias mobilizado pela candidatura presidencial no Partido Liberal Quem é Douglas Ruas, candidato que pode ser declarado eleito governador do RJ Decisão tomada pelo TSE nesta quinta-feira (8) pode extinguir a necessidade de um segundo turno na disputa pelo governo do estado “Não fiz e não farei acordo com ninguém”, afirmou Garotinho ao falar sobre o resultado que beneficia Ruas.
Mais adiante, disse que não pretende abandonar as críticas feitas durante a campanha.
“Não vou ceder a nenhum dos dois lados, porque o que existe desses lados são corrupção e crime organizado.” O TSE rejeitou por 5 votos a 2 a candidatura de Garotinho e anulou os votos recebidos pelo ex-governador.
Com a retirada dos 274.411 votos da base de cálculo, Ruas passaria dos 49,27% registrados inicialmente para aproximadamente 50,9%, porcentual suficiente para vencer a eleição no primeiro turno.
Na transmissão, Garotinho voltou a associar Ruas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro e afirmou que já fazia denúncias contra esse campo antes da eleição.
Também retomou ataques contra Paes e disse que havia feito “acusações sérias contra os dois candidatos” no debate realizado na reta final da campanha.
Garotinho concentrou parte da live em contestar a decisão sobre sua própria candidatura.
Disse que a inelegibilidade teria sido “criada” a partir de um processo de 2005 e afirmou que acreditava estar apto a disputar a eleição.
“Se eu soubesse que eu estava inelegível, eu não teria me candidatado.
Jamais eu enganaria a população”, declarou.
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