Batalha decisiva: João Campos define o seu futuro em duelo acirrado com Raquel Lyra
Na terça-feira 8, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) participou da tradicional procissão de Nossa Senhora da Penha, em Serra Talhada, a segunda cidade mais populosa do sertão de Pernambuco, a 227 quilômetros do seu reduto político.
Acompanhado da prefeita petista Márcia Conrado, publicou vídeo no qual destacou a importância da fé para sua família e os recifenses e citou até a padroeira da capital, Nossa Senhora do Carmo, como referência.
Em outro vídeo, com pacientes que lutam contra o câncer, prometeu descentralizar o atendimento de saúde pelas regiões de Caruaru, Vale do São Francisco e Araripe, todas no interior, e anunciou um centro para o tratamento da doença em Serra Talhada no Hospital Eduardo Campos, que leva o nome de seu pai, ex-governador do estado morto em 2014 em um acidente aéreo e, claro, sua principal referência na carreira.
A peregrinação longe do litoral reflete uma das dificuldades de Campos em sua tentativa de chegar ao governo pelo PSB, repetindo o que fizeram seu pai e seu bisavô, Miguel Arraes.
A dura batalha que trava com a governadora Raquel Lyra (PSD) tem o interior pernambucano como um desafio, já que ele construiu capital eleitoral no Recife, onde foi reeleito prefeito em 2024 com 80% dos votos.
Enquanto isso, sua rival ampliou seu espaço, principalmente após migrar do PSDB para o PSD, que chegou a setenta prefeitos (40% do total) e superou o PSB.
TRUNFO - A governadora: aprovação de 68% facilitou a virada na campanha @raquellyraoficial/Facebook A dificuldade no interior, no entanto, não é a única enfrentada pelo candidato socialista.
Aos 32 anos e depois da boa gestão no Recife, ele passou a ser considerado uma estrela em ascensão da política nacional e uma aposta como um nome forte para a renovação da esquerda na sucessão de Lula .
Um de seus desafios é reverter o avanço do apoio a Raquel Lyra entre os eleitores.
Em março, Campos tinha 60,9% das intenções de voto contra apenas 22,2% da rival, segundo o Paraná Pesquisas.
Mas os levantamentos recentes mostram que a governadora virou o jogo, embora sua vantagem ainda esteja no limite da margem de erro, como mostra o último levantamento da Quaest ( veja o quadro ).
Um fator que pesa contra João Campos é a aprovação da governadora, que está em 68% segundo o mesmo instituto.
Também conta o fato de ele estar sem cargo desde abril, quando teve de renunciar ao mandato.
Já Raquel segue no comando do estado, o que lhe garante visibilidade e controle da máquina.
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