Bocalom deixa ataques de lado e concentra debate em princípios: “corrupto comigo é fora”
Candidato evitou transformar primeiro grande encontro televisionado da campanha em troca de farpas e usou suas intervenções para discutir responsabilidade fiscal, saúde, emprego, produção, infraestrutura e relação com os 22 municípios
O primeiro grande encontro transmitido pela televisão entre postulantes ao Governo do Acre, na TV Rio Branco na última terça-feira (25), colocou frente a frente diferentes projetos para o futuro do estado e abriu espaço também para os primeiros posicionamentos diretos da campanha. Em meio às provocações e divergências, Tião Bocalom adotou uma linha definida: deixou as brigas políticas em segundo plano e concentrou suas falas na apresentação de propostas e no histórico de suas gestões.
Ao longo do programa, o candidato recorreu principalmente às experiências administrativas em Acrelândia e Rio Branco para defender que seu modelo de gestão pode ser aplicado em escala estadual. Responsabilidade fiscal, descentralização da saúde, fortalecimento da produção, geração de emprego, infraestrutura rural e parceria com as prefeituras apareceram entre os principais temas abordados.
Mesmo nos momentos onde o clima esquentou, Bocalom procurou responder aos temas relacionando-as à forma como pretende administrar o Estado. A estratégia foi usar o primeiro encontro televisionado para construir um contraste entre a disputa política e aquilo que considera ser a discussão central da eleição: como executar políticas públicas e fazer o orçamento estadual chegar à população.
Um dos principais eixos defendidos por Bocalom foi o controle das contas públicas. Diante dos questionamentos sobre a capacidade financeira do Estado para executar novos projetos, o candidato argumentou que a discussão não pode se limitar ao tamanho do orçamento disponível, mas precisa considerar a qualidade do gasto.
Bocalom citou sua experiência na Prefeitura de Rio Branco para sustentar que organização financeira, planejamento e redução de despesas consideradas desnecessárias podem ampliar a capacidade de investimento do poder público.
“O Estado precisa de choque de gestão, planejamento e rigor absoluto com o dinheiro público. O que fizemos na capital, mantendo salários rigorosamente em dia, honrando compromissos e abrindo margem para obras com recursos próprios, comprova que, cortando despesas desnecessárias e governando com austeridade, o orçamento alcança quem realmente precisa dos serviços básicos”, defendeu.
A proposta apresentada pelo candidato é levar ao Governo do Acre uma política de controle permanente das despesas, preservando recursos para investimentos e serviços essenciais.
Para Bocalom, responsabilidade fiscal não significa simplesmente deixar de gastar.
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