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Maioria bipartidária nos EUA atribui aumento dos custos a políticas de Trump, aponta Reuters/Ipsos

UOL Notícias ·
Maioria bipartidária nos EUA atribui aumento dos custos a políticas de Trump, aponta Reuters/Ipsos

WASHINGTON, 9 Out (Reuters) - Cerca de 78% dos norte-americanos atribuem às políticas do presidente Donald Trump o aumento dos preços, que está superando o crescimento ​de seus rendimentos, de acordo com uma pesquisa ​Reuters/Ipsos que revelou que a maioria dos republicanos e democratas cita o custo de vida como sua principal preocupação antes das eleições de meio de mandato do próximo mês.

Cinquenta e ​sete por cento dos republicanos ⁠afirmaram que ​os custos vêm crescendo mais rapidamente do que seus salários, ⁠um exemplo gritante de como a busca de ​Trump por tarifas de importação, guerra com o Irã e outras políticas entraram em conflito com uma promessa central de campanha para 2024: ‌acabar com a inflação e reduzir os ‌preços “desde o ​primeiro dia”.

Em vez disso, a inflação aumentou, a ponto de o Federal Reserve dos EUA ter mudado de rumo para aumentos nas taxas de juros a fim de ‌conter os aumentos de preços que os formuladores de políticas atribuíram a uma variedade de fatores, incluindo o aumento dos custos globais de energia após o início da guerra com o Irã e a imposição de impostos agressivos sobre as importações pelo governo.

As preocupações com a economia e a guerra levaram a aprovação pública de Trump a níveis recordes de baixa e têm pesado sobre o apoio ao seu Partido Republicano antes ‌da eleição de 3 de novembro, que determinará o controle do Congresso pelos próximos dois anos.

Cerca de um em cada quatro republicanos desaprova a ​maneira como Trump lidou com a economia, opinião compartilhada por 63% dos independentes e 92% dos democratas. A desaprovação ‌foi ainda mais acentuada no que diz respeito à inflação, com 68% de todos os entrevistados e 40% dos republicanos insatisfeitos.

Jeffrey Talley, de 65 anos, um auditor ‌bancário aposentado de Mission Hills, ‌no Kansas, é um republicano registrado que afirmou ter votado em Trump em 2016, mas não em 2020 nem ⁠em 2024, e agora planeja votar no democrata Adam Hamilton naquilo que se tornou uma disputa pelo Senado inesperadamente acirrada no Estado.

“Sou totalmente contra todo esse absurdo que está acontecendo no Oriente Médio com a guerra contra o Irã e o aumento do ​preço da gasolina... isso ​tem sido muito desanimador”, disse Talley. Ele vê a eleição como uma chance de eleger “alguém que possa exercer um freio e contrapeso à loucura que está acontecendo na Casa Branca”.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online em todo o país durante seis dias e concluída na segunda-feira, coletou respostas de 4.506 adultos norte-americanos. Ela teve uma margem de erro de 2 pontos percentuais para os norte-americanos em geral ⁠e de 3 pontos para republicanos, democratas e independentes.

(Reportagem de Howard Schneider e Jason Lange, ​em Washington, e Ann Saphir, em San Francisco)

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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