Após mais de 1.600 anos de história, os arqueólogos trazem à superfície blocos gigantes de 80 toneladas de uma das Sete Maravilhas do mundo antigo
As peças monumentais ajudam pesquisadores a testar como a antiga torre foi construída
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma operação arqueológica no porto de Alexandria , no Egito , trouxe de volta à superfície partes monumentais do Farol de Alexandria . Em 2025 , pesquisadores içaram 22 blocos ligados à antiga estrutura, incluindo peças com peso entre 70 e 80 toneladas . O objetivo agora é estudar cada elemento e usar os dados para reconstruir digitalmente uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo .
Os pesquisadores retiraram grandes peças que faziam parte da entrada e da base do farol. A Fundação Dassault Systèmes, parceira do Projeto PHAROS , informa que entre os 22 blocos estão vergas, laterais de portas, uma soleira, grandes lajes e partes de um portal em estilo egípcio.
Algumas dessas pedras chegam a 80 toneladas. Depois de retiradas da água, elas são registradas com técnicas digitais para que os pesquisadores possam medir formas, encaixes e superfícies sem depender apenas da observação subaquática.
As peças preservam medidas e detalhes que ajudam a testar como a construção original poderia ter sido montada. O projeto usa os blocos como partes de um grande quebra-cabeça arqueológico.
O Centre d’Études Alexandrines reúne documentos históricos e evidências arqueológicas sobre a forma do monumento. Esses dados são comparados aos blocos digitalizados:
O farol foi construído no início do século III a.C. e permaneceu como referência no porto durante mais de 1.600 anos. O Centre d’Études Alexandrines registra que a obra começou por volta de 297 a.C. e foi concluída durante o governo de Ptolomeu II .
A estrutura passou por mudanças ao longo dos séculos, mas continuou sendo usada até sofrer danos graves com terremotos. Registros históricos indicam que o grande abalo de 1303 provocou o colapso do farol e encerrou sua função principal.
Os blocos são estudados e transformados em modelos digitais antes de entrar na reconstrução virtual. O Projeto PHAROS combina arqueologia, arquitetura, história e engenharia para testar onde cada peça poderia ter ficado.
A missão é conduzida pelo Centre d’Études Alexandrines , unidade do CNRS no Egito, sob autoridade do Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito . A operação procura ampliar o acervo de mais de 100 blocos que já haviam sido digitalizados debaixo d’água.
O projeto atual trabalha com uma reconstrução digital, não com a montagem física de uma nova torre usando os blocos antigos. Isso permite testar formas, dimensões e hipóteses sem alterar as ruínas preservadas.
A recuperação das peças dá aos pesquisadores algo que desenhos e relatos antigos não conseguem oferecer sozinhos: medidas reais de partes do monumento. Cada bloco retirado do mar ajuda a aproximar a reconstrução virtual da engenharia que existiu em Alexandria há mais de 2 mil anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.