Casado: Bolsonarismo perdeu muita força no Rio, berço político da família
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O bolsonarismo "perdeu muita força" no Rio de Janeiro, estado que é o berço da família, avaliou a colunista Letícia Casado no Análise de Pesquisas , do Canal UOL.
A análise veio após a divulgação de pesquisa Datafolha sobre a disputa ao governo do estado, que apontou Eduardo Paes (PSD) na liderança com uma grande diferença para Douglas Ruas (PL), segundo colocado.
Eduardo Paes terá um tempo de TV muito maior do que o de Douglas Ruas. Quando as campanhas olham também para o que está acontecendo no Rio de Janeiro, o Paes é um político muito forte, muito conhecido no Estado, mas que não obteve sucesso em candidaturas anteriores ao governo do estado.
Dessa vez ele chegou mais preparado e alinhado com as forças políticas locais. Isso desmobilizou o palanque do principal adversário dele. Letícia Casado, colunista do UOL
Casado também disse que o Rio virou uma aposta do presidente Lula por ser o terceiro maior colégio eleitoral do país e por oferecer ao petista a chance de ampliar margem de votos em um cenário que ela descreveu como mais desafiador nos grandes estados.
O debate analisou a possibilidade de a eleição no Rio ir ao segundo turno e como isso poderia se cruzar com um eventual segundo turno na disputa presidencial. Carla Araújo avaliou que, nesse caso, o cenário tende a ser pior para Lula.
Se houver esse palanque no segundo turno no Rio é porque Eduardo Paes caiu e o bolsonarista subiu. Então, para Lula, eu tendo a achar que pode ser pior. É melhor para ele que essa eleição do Rio de Janeiro termine no primeiro turno mesmo. Carla Araújo, colunista do UOL
Toledo reforçou que o resultado mostrado pela pesquisa está na margem de erro e que a definição sobre primeiro ou segundo turno depende, principalmente, de como evoluem candidaturas como as de Douglas Ruas e Garotinho, que ele lembrou ter histórico de problemas na Justiça.
A campanha do Eduardo Paes deve ter acendido uma luz amarela com esse resultado do Datafolha. Não é certo que essa eleição termina no primeiro turno. Vai depender de como vão evoluir, principalmente nas candidaturas do Douglas Ruas e do Garotinho. José Roberto Toledo, colunista do UOL
O 'day after' da campanha do Lula é partir para o ataque. Flávio disse que a página do Dark Horse é virada e quer tentar fazer uma campanha em massa com as redes sociais desgastando e usando essa questão do Lulinha. Eles [campanha do Lula] vão para a mesma moeda e vão pegar pesado. O presidente Lula deve falar sobre isso nos próximos dias. Eles querem fazer uma 'proposta' de falar para o Flávio abrir o seu sigilo bancário, porque o Lulinha colocou o dele à disposição. Carla Araújo, colunista do UOL
O que eu ouvi é que a campanha do Flávio está tentando sustentar a ideia de que existe uma "onda favorável" no segundo turno, que pode aparecer mais na reta final. Eles trabalham com a leitura de que a eleição está apertada e que dá para crescer quando o eleitor começar a prestar mais atenção. Letícia Casado, colunista do UOL
Essa tem sido a principal característica dessa eleição. Há dois lados muito definidos [Lula e Flávio Bolsonaro], franco favoritos para disputar um segundo turno.
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