Datafolha: Popularidade de Lula derrapa e mantém disputa com Flávio equilibrada
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
A nova pesquisa do Datafolha desenha uma eleição presidencial bem mais equilibrada do que Lula (PT) projetava quando viu o principal adversário enredado em suspeitas e mais apertada do que Flávio Bolsonaro ( PL ) esperava quando viu sua candidatura ser recebida com certo entusiasmo na direita.
Nos últimos dois meses, a vantagem de Lula sobre Flávio no primeiro turno passou de dez para seis pontos, numa sequência de oscilações que seguram o petista abaixo da barreira dos 40% e sustentam o bolsonarista como nome mais competitivo em seu campo.
Lula chega às primeiras semanas de campanha com um desafio redobrado: melhorar a avaliação de seu terceiro governo e se desviar de investigações envolvendo o filho Lulinha . Flávio ainda briga para convencer o eleitor de direita de que sua candidatura representa algo além do sobrenome que levará à urna e se defender de seu próprio escândalo .
A avaliação negativa do governo Lula variou de 38% para 41% desde a última pesquisa Datafolha, no mês passado. A oscilação representa uma dificuldade para a campanha de Lula, que vem explorando a máquina do governo para entregar novos benefícios ao eleitorado, mas sem conseguir colher uma mudança relevante de humores, com base nos dados da pesquisa.
A variação de humores em três segmentos explica a piora de três pontos dos números do governo registrada pelo Datafolha:
Classe média: A avaliação negativa da gestão Lula chegou a 50% entre eleitores com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, o pior índice desde fevereiro de 2025, quando Lula enfrentava sua pior crise de popularidade.
Regiões metropolitanas: Nas grandes cidades e periferias, a proporção de eleitores que consideram o governo ruim ou péssimo passou de 35% para 41% em um mês.
Não alinhados: Eleitores que afirmam não ser lulistas nem bolsonaristas pioraram sua avaliação do governo, com um salto de 36% para 46% no índice de entrevistados que dizem que a gestão Lula é ruim ou péssima.
O principal grupo em disputa nessa eleição é o de brasileiros que não se consideram alinhados ao lulismo ou ao bolsonarismo. Eles representam 24% dos entrevistados e são mais jovens e mais escolarizados que a média da população.
No primeiro turno, esses eleitores se pulverizam entre Lula, Flávio, outros candidatos e o voto nulo. A principal característica desse segmento, no entanto, é a volatilidade: 49% dizem que essa escolha ainda não é definitiva e pode mudar. No eleitorado geral, esse índice é bem menor, de 27%.
Flávio dominava o segmento nas simulações de segundo turno, antes do escândalo "Dark Horse". Ele cedeu a liderança a Lula, e agora as linhas voltaram a se cruzar: o bolsonarista tem 38% das preferências do eleitor não alinhado contra 33% do petista. Outros 26% preferem anular o voto. Esse grupo também rejeita mais Lula (52%) do que Flávio (44%).
A nova pesquisa também traz um ponto de atenção para a campanha de Flávio Bolsonaro ao investigar por que os eleitores votam como votam.
56% dos eleitores de Flávio dizem que votam nele porque ele tem as melhores propostas e é o mais preparado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.