Epidemia de ebola na RDC já é a mais mortal da história do país
Total de mortos pela doença na República Democrática do Congo supera 2,3 mil. Entre os desafios do combate à doença estão greves, ameaças de grupos rebeldes, territórios de difícil acesso e desinformação.O número de mortos pela mais recente epidemia de ebola na República Democrática do Congo chegou a 2.325, o que a torna a mais mortal da história do país, informou o Instituto de Saúde Pública de Kinshasa nesta segunda-feira (17/08).
No maior surto da doença registrado até então no Congo, entre 2018 e 2020, 2.299 pessoas morreram.
O número de casos confirmados subiu para 4.945, segundo o instituto. Este é a 17ª epidemia de ebola documentada no país de cerca de 112 milhões de habitantes.
O único surto maior da doença ocorreu em três países da África Ocidental, onde mais de 28,5 casos foram registrados e 11.310 pessoas morreram na Guiné, Libéria e Serra Leoa entre 2014 e 2016.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que a atual epidemia no Congo possa atingir proporções sem precedentes. Segundo a entidade, durante os três primeiros meses do surto, o número de casos e mortes já era várias vezes maior do que durante os três primeiros meses comparáveis da epidemia na África Ocidental.
O surto atual no Congo foi relatado em meados de maio. É particularmente difícil de conter porque envolve a cepa Bundibugyo do vírus ebola, para a qual atualmente não existe vacina nem tratamento específico. Ensaios clínicos de dois tratamentos antivirais estão em andamento desde o início de julho na província de Ituri, o epicentro da epidemia.
Dada a gravidade do surto, as autoridades também querem determinar se o vírus pode ter sofrido alguma mutação.
A maioria dos novos casos e mortes está sendo relatada fora dos grupos de pessoas que vinham sendo monitoradas.
Os desafios no combate à doença também incluem greves de profissionais de saúde não remunerados, ameaças de grupos rebeldes, revolta de comunidades há tempos traumatizadas, territórios de difícil acesso devido às más condições das estradas e desinformação, como as afirmações de o ebola não seria real.
A OMS alertou no fim de semana que o surto ainda se propaga em um ritmo "excepcionalmente acelerado", à frente dos esforços para rastreá-lo, observando que atingiu um recorde semanal de 579 casos e 304 mortes na semana anterior.
"Um aumento substancial nas atividades de resposta está em andamento para conter o surto", disse a agência.
"Precisamos de velocidade, escala e solidariedade antes que este vírus nos ultrapasse ainda mais", disse Fletcher.
Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.
Para poder interagir com todos comentários, faça Login na sua conta Terra
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.