Projeto de créditos de carbono evita desmatamento e protege onças, tamanduás e outros animais da Amazônia
Em vez de soja, floresta: área é preservada com projeto de créditos de carbono em Roraima Onça-pintada, tamanduá-bandeira com o filhote nas costas e antas estão entre os animais flagrados por câmeras em uma área de 14 mil hectares, em Caracaraí, ao Sul de Roraima.
A propriedade poderia ter sido desmatada para dar lugar ao agronegócio, mas o dono decidiu manter a floresta em pé e aderiu a um projeto de conservação que transforma a preservação em fonte de renda por meio da venda de créditos de carbono.
Na área, equivalente a cerca de 20 mil campos de futebol, nove câmeras foram espalhadas pela propriedade para registrar os animais que circulam pela floresta.
É assim que a equipe consegue mostrar a biodiversidade.
Em vez de soja, floresta: área é preservada com projeto de créditos de carbono em Roraima A proposta partiu da empresa paulista ZEG, que busca propriedades na Amazônia com potencial legal de desmatamento para desenvolver iniciativas de conservação por meio do projeto Vale do Rio Branco.
Em vez de desmatar a floresta para plantar soja, por exemplo, a empresa investe na manutenção das árvores e na geração de créditos de carbono. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp 🌱O crédito de carbono é uma forma de transformar a preservação da floresta em dinheiro.
Quando uma área que poderia ser desmatada é mantida em pé, o projeto calcula quanto de emissão de gases de efeito estufa deixou de ocorrer por causa da conservação. 💰 Esses créditos podem ser vendidos para empresas que querem compensar parte das emissões que produzem.
O dinheiro pago pelos créditos ajuda a financiar o projeto e, neste caso, a manter a floresta preservada e a vida animal intacta. 📝Uma empresa que emite 100 toneladas de gases do efeito estufa pode, por exemplo, comprar 100 créditos como compensação.
"Quando a gente consegue fazer um produtor que tem o direito legal de desmatar, que estava no caminho de desmatar, mudar de rota, a gente acaba evitando uma emissão que iria para a atmosfera.
A cada tonelada de carbono que a gente evita emitir, que é o carbono armazenado nas árvores, a gente tem o direito de emitir um crédito de carbono.
Esse crédito serve para compensar as emissões de grandes empresas que têm compromissos de, de alguma forma, compensar o carbono que geram e que contribui para o aquecimento global", explica Carlos Jacob, diretor executivo da ZEG.
O coordenador de operação em campo, Cineone Silva, explica que as câmeras não servem apenas para registrar imagens dos animais, mas ajudam a equipe a acompanhar a diversidade de espécies.
"Quando a gente consegue fazer a identificação, consegue verificar quais espécies de animais habitam a região, como são impactadas e se estão em processo de migração.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.