Exposição fotográfica mostra registros de bebês que morreram de forma precoce
Foto: Divulgação No dia 16 de outubro, a exposição fotográfica “Mesmo que breve” irá apresentar registros de histórias de amor, memória e despedida em Boa Vista.
O evento ocorrerá no auditório do CAF (Centro Amazônico de Fronteiras da Universidade Federal de Roraima), com entrada gratuita, das 9h às 18h.
A exposição reúne fotografias, apresentações artísticas e experiências sensoriais para dar visibilidade às histórias de famílias que enfrentaram a perda dos filhos.
Idealizada por Jade Forechi e Yasmin Denizard, do projeto Filhos Invisíveis , o evento busca dar visibilidade às experiências de mães e famílias que enfrentaram a perda de seus filhos, promovendo um espaço de acolhimento, reflexão e conscientização sobre o luto e a importância da preservação das memórias.
A iniciativa nasceu das próprias experiências de suas idealizadoras.
Jade, médica formada pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e escritora, viveu a despedida de seus filhos Ágatha, Pedro, Miguel e Raul.
Já Yasmin, dentista e fotógrafa responsável pelos registros do projeto, também enfrentou a perda de sua filha Cecília.
A partir dessas vivências, as duas transformaram suas histórias em uma iniciativa voltada ao cuidado, à memória e à valorização de vidas que, mesmo breves, tiveram significado.
Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações musicais, dança, teatro, experiências artísticas e exibições audiovisuais.
Entre os destaques está a narrativa audiovisual “Eles Estiveram Aqui”, que reúne fotografias, vozes e memórias de famílias acolhidas pelo projeto Filhos Invisíveis.
O evento também contará com experiências sensoriais e reflexivas, incluindo a conferência “A Última Memória”, conduzida pelas idealizadoras, das 16h30 às 17h30, com a proposta de refletir sobre o cuidado e as lembranças que permanecem mesmo diante de uma despedida.
A exposição pretende ampliar o diálogo sobre a humanização da saúde, o acolhimento ao luto materno e familiar e a importância de reconhecer a existência de cada filho, independentemente do tempo de vida.
Com o lema “Nem toda história é longa, mas toda história pode ser inteira”, a iniciativa reforça que a ausência física de um filho não apaga sua existência, nem o amor de quem o esperou e o acolheu.
Projeto busca apoio para acolhimento de famílias A iniciativa também busca apoio para fortalecer as ações do projeto Filhos Invisíveis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.