JOTA Principal: Governo adota cautela diante de gestos inéditos dos EUA e cenário ainda pouco claro
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Quer receber as próximas edições e acompanhar os principais temas do momento? Cadastre-se gratuitamente! Um vídeo de pouco mais de cinco minutos divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos causou novo incômodo na Esplanada dos Ministérios.
Apresentado pelo embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Marino Cabrera, o conteúdo refere-se a Donald Trump como “defensor” da Doutrina Monroe e afirma que “o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”.
Também ontem (13), o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se preparam para realizar operações no território de países aliados para combater organizações de narcotráfico na América Latina.
O ineditismo das medidas e dos gestos cria um cenário de apreensão no governo brasileiro, que exigirá cautela na calibragem das respostas, Vivian Oswald analisa na nota de abertura.
Enquanto isso, a recente aproximação entre Lula e Davi Alcolumbre não significa que a PEC do fim da escala 6×1 — prioridade da campanha petista — avançará na Casa.
E, por isso mesmo, a bancada governista foi orientada a aumentar a pressão sobre o presidente do Senado, Marianna Holanda e Maria Eduarda Portela escrevem na nota 2.
Boa leitura e bom fim de semana.
O PONTO CENTRAL 1. ‘Em nenhum livro de história’ O governo se prepara para lidar com um componente inequívoco — embora ainda pouco claro na forma — de interferência dos Estados Unidos durante a campanha eleitoral, Vivian Oswald escreve no JOTA PRO Poder. 💣 Panorama: A 50 dias das eleições, a avaliação é a de que o ineditismo das medidas e dos gestos adotados pelos americanos até aqui cria um cenário que exigirá cautela na calibragem das respostas.
“Não está em livro nenhum de história, e não podemos usar precedentes ou jurisprudência para enfrentar isso”, disse uma fonte ao JOTA .
A relação se esgarçou a tal ponto que não há espaço para negociar o que quer que seja com Washington, segundo interlocutores, e os prognósticos não são bons.
Daqui até a eleição, vai ser “tiro, pancada e ameaças”, como analisa essa fonte.
Os Estados Unidos aumentam a pressão para que o governo brasileiro aprove o nome de seu indicado à embaixada em Brasília, subvertendo as regras e os ritos da Convenção de Viena.
O posto permaneceu vago desde a posse de Trump.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.