Luta na Capital é por famílias que aceitem acolher os intercambistas
Enquanto no interior sobram famílias interessadas, em Campo Grande faltam pessoas dispostas a abrir as portas de casa para receber estrangeiros em intercâmbio.
Segundo a coordenadora pedagógica e integrante da diretoria da AFS (American Field Service) em Mato Grosso do Sul, Martina Nogueira, de 38 anos, atualmente há apenas quatro famílias na Capital que recebem intercambistas.
Antes de os estrangeiros chegarem às famílias, todos passam por treinamento e acompanhamento.
“Esse aconselhamento é para dar o suporte, para ajudar esse estudante na adaptação dele na família, na adaptação dele na escola e também para ajudar a família.
Às vezes, a família também encontra dificuldades, encontra choques culturais e também precisa ter alguém com quem conversar ou alguém para buscar uma orientação”, explica Kamila Prado, de 34 anos, responsável pelos treinamentos.
Para Martina, que foi intercambista há 23 anos, ser uma família acolhedora é uma oportunidade de impactar a vida de outra pessoa.
“Obviamente dá trabalho.
Dá trabalho.
Eu não vou falar que é super tranquilo.
Não, dá trabalho.
Até porque a gente trabalha com pessoas, sobretudo adolescentes”.
Tem que se doar - Conforme explicado, as famílias que recebem os intercambistas não recebem remuneração para hospedá-los.
Por isso, segundo Martina, os voluntários precisam estar dispostos a se doar.
Entre as quatro famílias que têm recebido esses estudantes está a de Simone dos Santos, de 50 anos.
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