Com drones falantes e balé futurista, Alok comanda espetáculo atraente no Rock in Rio
Minutos antes de subir ao Palco Mundo como uma das principais atrações desta sexta-feira, 11, no Rock in Rio , o DJ brasileiro Alok conversou com o Estadão sobre o inconformismo de alguns pelo fato de um show no festival ser comandado por alguém que "toca com pen-drive". "A gente usa mesmo", disse Alok, bem-humorado.
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"Se eu der meu pen-drive para alguém, não significa que ele vai se tornar um Alok. Sei que dá raiva, mas é a ferramenta que temos", completou Alok, explicando que utiliza o dispositivo — e não os velhos (e novos) vinis — porque faz um show sincronizado com luzes e outros artifícios.
E, sim, dá raiva mesmo. Alok consegue produzir um espetáculo atraente. Sabe criar expectativa com uma contagem regressiva que gera suspense e curiosidade — mesmo quando o placar termina e o show não começa, como foi o caso desta noite.
Contornado o incidente, Alok surge no palco para tocar em sua mesa apoiada em duas mãos cenográficas, uma de suas marcas. O espetáculo Keep Art Human, que ele estreou no festival Coachella, nos Estados Unidos, em abril, tem como objetivo refletir sobre o avanço acelerado da inteligência artificial e buscar onde ainda somos humanos.
No céu, drones formam uma cabeça futurista. Ela fala e manda o primeiro recado: "Passamos a vida esperando. E enquanto esperamos, ela acontece. Então, por agora, não espere, só esteja por aqui. Grite, dance, seja você. Vamos fazer história juntos".
O grupo italiano Urban Theory , que realiza performances de dança sincronizada, igualmente de estética vanguardista, o ajudou a unir tecnologia e criação humana. Mantenha a arte humana viva.
Cabe a comparação com outro DJ que se apresentou neste ano, o escocês Calvin Harris, headliner do domingo, 6. Debaixo de chuva, Harris tocou seus grandes hits, mais poderosos do que os de Alok. Mas o trunfo do brasileiro é saber produzir um grande espetáculo, quente.
Alok não tem pudor em ser ele mesmo. Ocupando atualmente a 3ª posição no ranking mundial da DJ Mag, revista britânica dedicada à música eletrônica, o brasileiro muitas vezes é acusado de exagerar na pirotecnia. "Hora de colocar fogo no Rock in Rio". As luzes do palco, então, ganham cores mais quentes.
Nesta noite do Rock in Rio, Alok usou o imenso telão do Palco Mundo, uma novidade do festival neste ano, com 2.500 metros quadrados, para projetar uma imensa nave. Tocou músicas como Don't Say Goodbye , Meduza e Deep Down e puxou o público que estava à espera da grande atração da noite, o grupo de K-pop Stray Kids, estreante no evento.
Mais para o final da apresentação, chamou ao palco o cantor e compositor Zeeba, americano, filho de brasileiros, com quem, há 10 anos, emplacou mundialmente o hit Hear Me Now . A música alavancou a carreira de ambos. Em um momento "pen-drive desplugado", Zeeba tocou piano e cantou Ocean. Os dois filhos de Alok, Ravi e Raika, antes assistindo ao pai da área reservada em frente ao palco, apareceram no telão, no colo do pai.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.