“Uefa abre processo penal contra Infantino por gestão criminosa na Fifa”
A Uefa pretende abrir um processo penal contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na Justiça da Suíça.
A confederação europeia pediu autorização a um tribunal dos Estados Unidos para ter acesso a documentos que possam servir de provas contra o cartola ítalo-suíço.
As informações foram reveladas à ANSA por fontes da Uefa em Mônaco, onde ocorriam os sorteios das competições de clubes nesta quinta-feira, 27 de agosto.
A Uefa busca abrir um processo penal contra Gianni Infantino na Suíça, acusando-o de gestão criminosa e de querer beneficiar seu “círculo íntimo” com a privatização de direitos da Copa do Mundo.
A confederação europeia solicitou a um tribunal da Flórida, nos Estados Unidos, acesso a documentos que possam comprovar as acusações.
A iniciativa é mais um capítulo da tensão entre Uefa e Fifa, exacerbada pelo controverso projeto de Infantino de vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
A medida é um novo capítulo na queda de braço entre Uefa e Fifa, intensificada pelo controverso projeto de Infantino para permitir a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo para investidores privados.
A iniciativa tinha o envolvimento do entorno do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mantém relação próxima com o dirigente ítalo-suíço.
O plano, contudo, acabou retirado diante da ameaça de boicote da Uefa às competições da Fifa e das críticas levantadas por outras confederações, como a da Ásia (AFC) e a das Américas do Norte e Central (Concacaf).
Apesar do recuo, a Uefa manteve a pressão contra Infantino e declarou ter perdido a confiança no presidente, que tentará a reeleição em março de 2027.
A AFC e a Concacaf também já indicaram que não devem votar no ítalo-suíço no próximo ano.
Acusações de “gestão criminosa” No documento enviado ao Tribunal Distrital do Sul da Flórida, a confederação europeia acusa Infantino de promover uma “gestão criminosa”.
A Uefa argumenta que o plano de privatizar parte dos direitos da Copa do Mundo era uma maneira de o dirigente e seu “círculo íntimo” obterem uma “participação permanente para lucrar com os recursos mais preciosos” da Fifa, “em detrimento” da própria entidade.
A petição, de 55 páginas, visa obter acesso à documentação de duas empresas da federação mundial com sede no estado americano: a Fifa Americas e a FWC2026.
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