Quem é Gadi Eisenkot, ex-chefe militar que ameaça tirar Netanyahu do poder em Israel
O ex-chefe das Forças Armadas de Israel , Gadi Eisenkot , de 66 anos, desponta como o principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na eleição legislativa realizada nesta terça-feira, 27, a primeira no país desde os ataques do Hamas em 2023.
À frente do partido Yashar, o antigo general conquistou espaço na oposição com promessas de mudanças na condução política do país, após três anos de guerra na Faixa de Gaza .
Filho de imigrantes marroquinos e o segundo de nove irmãos, Eisenkot cresceu nas cidades de Tiberíades e Eilat, longe dos principais centros políticos de Israel.
Em 1978, ingressou na Brigada Golani, uma das unidades de infantaria das Forças de Defesa de Israel, e construiu uma carreira militar de mais de quatro décadas.
Entre 2015 e 2019, ocupou o cargo mais alto da hierarquia militar israelense, como chefe do Estado-Maior, após ser nomeado pelo próprio Netanyahu.
A trajetória política começou em 2022, quando Eisenkot se aliou ao ex-ministro da Defesa Benny Gantz e conquistou uma cadeira no Parlamento.
Após os ataques do grupo radical Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, os dois passaram a integrar o gabinete de guerra de Netanyahu, formado para coordenar a resposta militar israelense.
A aproximação, no entanto, durou apenas oito meses.
Em junho de 2024, Eisenkot deixou o governo e passou a criticar publicamente o primeiro-ministro, acusando-o de prolongar o conflito sem apresentar uma estratégia clara para Gaza e de colocar em risco os reféns israelenses mantidos pelo Hamas.
Continua após a publicidade A guerra também atingiu diretamente a família do ex-general.
Em dezembro de 2023, seu filho mais novo, Gal Meir Eisenkot, de 25 anos, morreu durante uma operação militar na Faixa de Gaza.
Dois sobrinhos do político também foram mortos em combate.
As perdas passaram a ocupar um lugar central em seu discurso, reforçando uma imagem de militar que compartilhou pessoalmente as consequências do conflito.
Em 2025, Eisenkot fundou o partido Yashar, cujo nome significa “direto” ou “honesto” em hebraico, apresentando-se como uma alternativa à polarização da política israelense.
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