Eleições em Israel: tudo sobre o pleito que pode tirar Netanyahu do poder
Israel realiza nesta terça-feira (27) eleições parlamentares que podem encerrar o longo ciclo de poder de Benjamin Netanyahu.
O primeiro-ministro, que governou o país durante diferentes períodos desde 1996 e permaneceu no cargo durante a maior parte dos últimos 17 anos, enfrenta uma oposição reorganizada em torno de Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
A votação ocorre após a devastadora ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza e a duas guerras malsucedidas contra o Irã, além da expansão das guerras contra o Líbano.
A condução dos conflitos, as falhas de segurança que antecederam os ataques de 7 de outubro, as tensões institucionais e os privilégios concedidos a setores religiosos estão entre os temas que dividem o eleitorado.
O resultado, porém, não será definido simplesmente por quem conquistar mais votos.
Israel adota um sistema parlamentar proporcional, no qual os partidos precisam negociar alianças para formar um governo.
A disputa envolve, portanto, tanto o futuro de Netanyahu quanto a capacidade de seus adversários de construir uma maioria política.
O essencial em 4 pontos 120 cadeiras no Parlamento israelense, o Knesset.
61 cadeiras maioria necessária para sustentar um governo.
3,25% percentual mínimo de votos para um partido eleger representantes.
27 de outubro data da eleição parlamentar de 2026.
Como funciona a eleição em Israel? Os eleitores israelenses não escolhem diretamente o primeiro-ministro.
Eles votam em listas partidárias nacionais, e as 120 cadeiras do Knesset são distribuídas proporcionalmente aos votos recebidos pelas legendas que superam a cláusula de barreira de 3,25%.
Como nenhum partido costuma conquistar sozinho a maioria parlamentar, a formação do governo depende de negociações entre diferentes forças políticas.
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