Datafolha: petistas celebram estabilidade de Lula; equipe de Flávio vê insatisfação com governo
Em dia de pesquisa eleitoral do Datafolha, petistas celebraram a estabilidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação às intenções de voto para o segundo turno. No lado de Flávio Bolsonaro (PL), a avaliação é de que o senador se consolida como o único candidato capaz de derrotar Lula, ante um pelotão que aparece embolado abaixo de 5%.
Essas foram as interpretações sobre os resultados da pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). Resumidamente, o levantamento mostrou que Lula tem 39% das intenções de voto no primeiro turno, e Flávio, 32%. A projeção de segundo turno entre os dois principais candidatos aponta Lula com 47% contra 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No levantamento anterior, feito antes do início formal da campanha, o petista tinha 48% contra 43% de Flávio. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. O cenário também considera a candidatura de Pablo Marçal (PRTB), que poderá ser cassada por ele estar inelegível.
Apesar de uma oscilação positiva de Flávio, aliados do presidente da República relataram, reservadamente, uma espécie de alívio. A avaliação é de que a campanha de Lula passa por seu pior momento, por causa das revelações sobre a relação de um de seus filhos e de seu ex-chefe de gabinete com a lobista Roberta Luchsinger. Nesse cenário, ter perdido apenas um ponto percentual na projeção de segundo turno, uma variação dentro da margem de erro, seria positivo para Lula.
Coordenador da campanha do presidente em São Paulo e advogado de Lulinha, o advogado Marco Aurélio Carvalho afirma que o resultado é excepcional no contexto atual. “Dadas as circunstâncias em que estamos sofrendo um massacre com ataques orquestrados, de dentro e fora do país, o resultado é excepcional. Eles vão suar, mas vamos vencer as eleições”, disse.
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, disse que não há surpresa no resultado. “Penso que a pesquisa mostra um quadro de estabilidade, com o presidente liderando todos os cenários. Assim, segue como favorito”, afirmou.
Sob reserva, aliados do presidente admitem que o caso ainda terá reflexos na campanha. Mas, depois de duas semanas de abatimento, afirmam estar preparados para um contra-ataque a partir da semana que vem.
Fábio Luís, filho de Lula que ficou nacionalmente conhecido como Lulinha, é alvo de três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que o caso deixe a Suprema Corte e vá para a primeira instância, uma vez que não há envolvidos com foro especial.
As suspeitas são em torno de uma suposta atuação com a lobista Roberta Luchsinger para tentar vender medicamentos à base de canabidiol para o Ministério da Saúde.
O ex-chefe de gabinete de Lula é Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Ele teria tido despesas pessoais pagas por Roberta Luchsinger e afirma que as transações foram um empréstimo.
Na quinta-feira (20) foram publicadas novas informações sobre os casos.
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